29 de abril de 2011

ótimo final de semana a todos!!!

vamos dançar enquanto é tempo














hoje é o dia internacional da dança. aproveite o final de semana pra dançar sozinho, pra dançar acompanhado, pra dançar em público, ou escondido no seu quarto. a dança é forma de expressão, mas é também conhecimento, do próprio corpo e sua capacidade, conhecimento do outro e do espaço ao redor. todas as fotos são daqui.

26 de abril de 2011

and i quote...

eu ando pelo mundo prestando atenção em cores







com retoques e cores aqui e acolá, a francesa marie taillefer transforma sua fotografia em lindas obras de arte. fiquei muito em dúvida na escolha da imagem, por isso coloquei muitas!

com você eu quero me casar

o convite de casamento de karen & mike é uma das coisas mais originais que eu já vi. os dois são músicos e moram em ny e eu queria muito ser amiga deles só pra ganhar um desses. é uma vitrolinha que toca musica de verdade. uma música composta pro casal e pra ocasião... lindinho! ah, e eles também tem um site com todas as informações necessárias aos convidados que tem tudo a ver com o convite, vai lá: the wedding of karen e mike.

15 de abril de 2011

ótimo final de semana a todos!!!


All my charities belong to you
Watching dolphins in your sea
The earth is a pretty place to be
All my charities belong to thee
Black bodies float in the sea
We can see but he can't see me
A starlit shroud like the dark to you
Laughter echoes in my private room
Kissing fireflies on a beach
How sweet that they can be
Everyone has love to give
Our hearts will teach us how to live
My body wept
I feel so free
The water softly tickles me
My heart is pounding waiting for
The ocean deep enough to lift my veil
Crystal light shine down on us
God has a voice, she speaks through me
Every creature longs to be
In his arms please carry me
I am happy in the light of day
My skin glows bright in the sunrays
My shadowed world seems so far away
My angel taught me not to fear
Love is free in everywhere
Listen to that special part
It will save us, it's the heart
God has a voice she speaks through me
Crystal light in every creature
Everyone has love to give

e o resto inunde as almas dos caretas





e pra fechar o ciclo da falta de normalidade, normose ou o que quer que seja, acabei de ver no don't touch my moleskine um ensaio fotográfico lindo de gustavo lacerda com pessoas albinas. e aqui no olhavê você lê uma entrevista dele sobre essa beleza diferente.

she's writing the book

eu a-do-ro a beth dito. adoro mesmo. nem tanto por sua música, que todos dizem ser 'punk', mas que pra mim tem mesmo é jeitão de 'pop grudento', mas muito mais por sua personalidade forte e irreverente, seu sucesso num mundo fashion e esquálido e sua falta de pudor mesmo estando quilos e quilos acima do peso. na minha opinião, ela é a maior responsável pela quebra do preconceito velado aos obesos e pelo aparecimento das modelos plus size em desfiles de semana de moda em ny e paris. existem agora, mais que antes, marcas de roupa pra gordinhas e muitos sites e blogs que falam diretamente a esse público fora do padrão, e tudo muito moderno e atual. esquece aquelas roupinhas com cara de tia-avó e estampa de matusalem, até lingerie sexy, very sexy, já existe. antes até mais bagaceira e hoje muito mais elegante, beth enfrentou preconceitos, clichês e tabus e hoje é queridinha dos fashionistas. agora, no clip de 'i wrote the book', ela faz uma homenagem linda e escancarada aos clips 'justify my love' e 'vogue' da madonna. pra mim não tem como não gostar da figura. todas as fotos são daqui.

14 de abril de 2011

como vai você?

essa música não saiu da minha cabeça a semana toda... exatamente essa versão ao vivo da bethânia.

normose

"Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito “normal” é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema. Quem não se “normaliza”, quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento que “exercem” tanto poder sobre nossas vidas?Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha “presença” através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
A normose não é brincadeira.Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer a quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Então, como aliviar os sintomas desta doença?Um pouco de auto-estima basta.Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.Criaram o seu “normal” e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.
Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes."
+++
texto de michel schimidt, mas não achei nenhum link dele pra colocar aqui, a ilustração linda é de havy kahraman

6 de abril de 2011

mudanças de comportamento

o ira! é sem dúvida nenhuma uma das minhas bandas nacionais mais amadas, acho que já falei isso aqui muitas vezes, assim como também acho que minha memória anda fraca. suas músicas me acompanharam pela vida, em diferentes fases e sempre fizeram muito sentido pra mim. com 'tolices', eu chorei muitos amores não correspondidos...


e com 'tarde vazia' eu sorria aquele sorriso bobo, assim meio de canto e ficava com aquele olhar perdido de pessoa apaixonada...

5 de abril de 2011

pra alimentar os olhos


david gandy é um dos rostos mais bonitos e mais másculos dos últimos tempos no mundo fashion. ele tem um blog no site da vogue uk, onde conta com detalhes seu dia-a-dia de modelo e fala sobre sua paixão por carros. fica lindo de qualquer jeito e melhor, já namorou a modelo amanda charlwood, o que nos faz supor que seja realmente 'homem'. as fotos eu vi aqui.

pra alimentar o espírito

"mude suas opiniões, mantenha seus princípios. troque suas folhas, mantenha suas raízes." (vitor hugo). ilustração belíssima de ruben ireland.

1 de abril de 2011

ótimo final de semana a todos!!!!


annie é um dos filmes da minha infância. a história da menina orfã que conseguia amolecer o mais duro de todos os corações me comovia sempre!!
'é o que você veste de orelha a orelha, e não da cabeça aos pés, o que realmente importa... você nunca está completamente vestido sem um sorriso'.

big fish

helio leites é daquelas criaturas que a gente devia ter ao lado 24 horas por dia pra lembrar sempre que a vida é simples, mas a gente acaba botando complicação em tudo. mistura de artista plástico e poeta com um pouco de maluco contador de histórias, ele utiliza sucata pra fazer miniaturas e contar suas histórias. uma grande lição de vida em forma de gente! a foto é daqui e acompanha um texto lindo de wilson bueno publicado na folha do paraná em 1999. aqui você vê fotos da associação unidos do botão, bloco carnavalesco criado por ele e aqui, você vê o site do projeto 'o que é tristeza pra você', de thomáz tristonho, com o video do helio ai debaixo e outros videos falando sobre tristeza.

Hélio Leites from Cesar Nery on Vimeo.

o maldito dever de ser feliz

Nesta semana, esbarrei num ótimo ensaio do filósofo francês Pascal Bruckner sobre a felicidade (Condemned to Joy,Condenados à Alegria), esse estado que buscamos diariamente em nossas vidas.
O texto observava como o conceito de felicidade mudou no Ocidente através dos últimos quatro séculos. Antes ligada à fé religiosa, como uma promessa depois de uma vida de percalços, a felicidade como conceito sofreu influência dos avanços da medicina (que diminuíam as dores, retardavam a morte) e do capitalismo e da sociedade de consumo (em que a felicidade se tornou um bem cada vez mais material). Enquanto os sonhos do indivíduo ficaram muito mais próximos da terra que o Reino dos Céus, o sexo também ficou mais interessante e menos culpado.
Esse contexto, segundo Bruckner, criou uma máquina geradora de ansiedade. A tristeza seria uma falha do indivíduo, que não consegue se aproximar da imensa oferta de felicidades da vida, em vez de ser um estado d'alma como qualquer outro. Cria-se um "dever de ser feliz", que pode ser conquistado até com substâncias vendidas legalmente em farmácias. É comum ouvir por aí, de diferentes modos, que só é triste quem quer. Embora concorde que a busca pela felicidade necessite de uma decisão, acho temerário um contexto de intoxicação coletiva (expressão do próprio Bruckner) em que é feio dar espaço e tempo para a tristeza.
Como conclusão de seu pensamento, Bruckner acredita que é preciso que o ser humano alcance uma renovada humildade, aceitando não apenas a fragilidade da felicidade vendida por aí como a sua própria susceptibilidade em relação às dores da vida. Tudo isso pelo fato de que, sim, avançamos, e muito, em relação ao controle dos riscos, mas não somos - e provavelmente jamais seremos - senhores de todos os mecanismos capazes de prover alegria.
"Somos talvez a primeira sociedade que torna as pessoas infelizes por não serem felizes", encerra Bruckner. E aí você pensa em quantas vezes se viu angustiado, não pelas frustrações íntimas, mas pelo contraste de símbolos exteriores da felicidade dos outros, estejam eles na vida real ou nos sorrisos exibidos nos anúncios comerciais. Com tantos atalhos confusos para a felicidade, a pessoa pode atravessar sua existência inteira sem jamais saber do que realmente precisa para ser feliz, de tão ávida por ter o contentamento alheio.
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márvio dos anjos tem uma coluna semanal do jornal destak, é sobrinho-bisneto do poeta brasileiro augusto dos anjos, tem uma banda chamada cabaret e escreve textos lindos, cheios de verdade e sensibilidade. a foto é daqui.