31 de agosto de 2009

o pescador de ilusões

reprise do filme 'the fisher king' na tv a cabo. muito lindo esse filme. havia me esquecido do final e havia me esquecido de como jeff bridges já foi magro e lindo... o tempo passa pra todos.

você é doida demais

'as vezes eu finjo ser normal. mas fica tão chato. então volto a ser eu. ' (foto daqui)

blue velvet


enquanto não nos brinda com um dos seus filmes bizarros e de finais digamos, intrigantes, david lynch disponibiliza em seu site um novo projeto, o interview project. sob a batuta do filho de david, o projeto mostra pessoas comuns, falando sobre suas vidas um tanto incomuns, entrevistadas durante uma viagem de 70 dias pelos eua.

28 de agosto de 2009

as vezes me preservo

'ando tão a flor da pele, que meu desejo se confunde com a vontade de não ser'. minha cabeça anda cheia de pensamentos, mas ando mesmo é sem palavras. muitas são as coisas acontecendo, mas poucas são as coisas pra dizer. (foto daqui)

the greatests

eleitos os 50 homens mais estilosos de todos os tempos. aqui com vocês, marcello mastroianni, e aqui a lista completa da revista GQ. divirtam-se meninas!

porque me arrasto a seus pés?

(foto daqui)

21 de agosto de 2009

all you need is LOVE!

sexta-feira com chuva e frio me lembra cama, edredon e chocolate quente. e algum filminho de sessão da tarde pra matar o tempo. me da vontade de abraço quente e apertado e de beijo molhado. os textos a seguir falam sobre amores possíveis, verdadeiros e adoravelmente imperfeitos. as fotos são de chris craymer no belíssimo ensaio romance.

O homem ideal

por ailin aleixo

Ele existe, sim. E, graças a Deus, está muito longe da perfeição. O homem ideal me faz rir mas nunca usa o riso contra mim. Tem a rara habilidade de saber ouvir e só diz o que é necessário, bom ou a dura e intransponível realidade. Compreende a diferença entre estar presente e fazer companhia. Não é prolixo, nem tenta impressionar. Não precisa entender de vinho, charutos ou golfe; precisa ser autêntico e admitir que não entende de vinho, charutos nem de golfe (e eventualmente confessar que gosta mesmo é de pinga). Ele não exige a todo instante meu lado risonho porque sabe, como sabe de tantas outras coisas não ditas em sentenças ou discursos, que os dias negros fazem parte de mim. Nota as sutis alterações de humor pelo tom da minha voz e, antes de prejulgar as razões, se predispõe a fazer cafuné ou, sensato, cala-se ao meu lado olhando para a TV. E não exige explicações porque possui uma calma sabedoria que me impele em sua direção: dividir minhas angústias e anseios com este homem é tão acolhedor quanto deitar na grama sob o sol de outono. O homem ideal me dá bronca quando abuso da minha independência ou como chocolate demais e depois reclamo do peso. Ele compra sorvete light e evita discussões posteriores. Compreende que preciso da sensação indescritivelmente libertadora de sumir por algumas horas e, mesmo não concordando com ela, não me interroga como um oficial do DOI-Codi quando piso em casa, levemente para não o acordar, às 2 da manhã. O homem ideal canta. Não precisa ser afinado, mas sussurra (seja ao telefone ou ao vivo) canções que, num dia qualquer, mencionei gostar. Pode saber dançar. E, se não souber, que mantenha a dignidade e fique sentadinho me observando. Também bebe. Meio pinguço, é daqueles que ficam charmosos de matar com um copo de uísque nas mãos. É deliciosamente sacana três doses acima do normal. Enterra os bons modos e fecha abruptamente a porta do quarto, sem tempo para que eu responda à pergunta nem sequer formulada. Adormece aconchegado a mim, mas não suporta ficar agarrado durante toda a noite. E também curte cozinhar. Diverte-se tanto numa loja de condimentos como diante de uma prateleira de CDs. Não me expulsa da cozinha mesmo que eu esteja atrapalhando. Não me dá fusilli na boca mas o serve no meu prato, com pouco queijo e muito molho. O homem ideal está sempre disposto a me ouvir, mesmo que seja nos minutos desagendados à força durante o dia cheio, e não usa trabalho nem cansaço como desculpa para suas eventuais faltas; as assume e, até, se desculpa. Não se esquiva de discutir os problemas que não se solucionam com notas de 100. Não considera fraqueza dizer que me ama. Pede ajuda quando sente que o peso colocado sobre seus ombros extrapolou sua força. E chora. Não faz promessas porque sabe que nem sempre é possível cumpri-las. Vive regido por sua consciência e, impulsivo, assassina a etiqueta e comete atos passionais. Então faz besteiras, erra, engana-se. E nem por isso deixa de ser maravilhoso - apenas segue sendo magnífica e tropegamente humano. O homem ideal é imperfeito, numa imperfeição que combina exatamente com a minha.

O amor que eu sempre quis - Por que não se deve perder a esperança


Eu quero mesmo é um amor. Pode ser um amor feinho como o da Adélia, bem simplinho, bem básico, bem sem fru-fru. Não precisa ser lindão, mas também não pode ser jururu, não precisa ser de arrasar, não precisa embalagem fina, salto alto. Pode ser amor pé descalço, despretensioso, que, pra variar, esteja pertinho e, se não estiver, dê jeito de ficar o mais depressa e urgentemente possível. Um amor de beijar, de amassar, aprazível, anti-derrapante que não solte as tiras, não deforme mas que, por favor, tenha cheiros vários. Um amor que não morra de susto, que não se tranque no armário, que não estaqueie, que não amarele, não fique pasmo, não encrenque e pare de funcionar da noite para o dia sem garantia ou assistência técnica. Pode ser sem opcionais, sem adereços, sem rima ou métrica, sem extras e sem bônus de vale-brinde, mas precisa estar em razoável estado de conservação. Muito importante é ser amor pé no chão: chega de platônicos, de fãs, admiradores ou de amor de fantasia. Se você é daqueles que aprecia uma musa inspiradora e epifanias para carregar na lembrança e nos enlevos pro resto da vida, para sonhar, imaginar, recordar e rejubilar-se, vá procurar outra sílfide, outra ninfa, outra pobre coitada compatível com altares, alturas e símbalos sonantes. Eu quero um amor pulsante, para beijar de olhos abertos, para tratar da frieira, para ir ao supermercado, para resolver problema, para brigar por mais espaço na rede, para reclamar que desmarcou a página do livro, para passear na feira. Eu quero mesmo é uma amor bem vivo, daqueles férteis, tarados, famintos mas quietinhos, um amor de mãos dadas, de subentendidos e gargalhadas, café bem forte, beijo no pescoço, almoço de domingo, família peculiar. Eu quero um amor de se entregar que não me deixe esperando, não me pegue chorando de tristeza, que não me faça sofrer. Eu quero um amor sem aspereza, pra viver os dias todos: os muito quentes com gelo e limão, os muitos frios de pijama, chocolate e roupão. Eu quero um amor que faça da gente uma casa um para o outro, que nos torne reciprocamente refúgios contra todo o resto do mundo, um amor pra se abrir, se prescrutar, se invadir e não panicar. Eu quero um amor de surpresas boas, de confiança, de sofreguidão e de calmaria, um amor pra luz do dia e o mesmo amor para as noites vadias, um amor para enfrentar tudo e todos juntos com a certeza de que ainda que não sobrasse nada, sobraríamos nós, um pra ser o amor do outro.

11 de agosto de 2009

preciso acabar logo com isto!

assisti o filme 'ocean’s twelve' de novo por esses dias e a música dos créditos finais não saiu da minha cabeça. então, pra ver se eu desencano, aí vai, versão da música de roberto e erasmo carlos, na voz de ornella vanoni.

all the single ladies

é de encher os olhos o trabalho da portuguesa cristiana couceiro.

5 de agosto de 2009

4 de agosto de 2009

o dicionário fotográfico

‘o dicionário fotográfico é dedicado a definir palavras através de significados literais, figurativos e pessoais encontrados em cada fotografia.’ projeto super bacana de vários fotógrafos. cada foto mais linda que a outra. o 'dicionário' completo você confere aqui.