25 de abril de 2012

dragão tatuado no braço


'você está aqui. sozinho. o mundo ao seu redor. um mundo que você nem sempre compreende. um mundo de imagens, sons e silêncios que você não sabe decifrar. às vezes não sabe, às vezes não quer. o mundo, logo abaixo de sua linha de visão. com todas aquelas pessoas que se movem. todos aqueles apartamentos cheios de vida, aquelas ruas e seus pequenos mercadores, aquelas esquinas e suas fumaças e suas buzinas e suas chuvas. o mundo que está lá, onde tudo se mistura, enquanto você permanece aqui. sozinho. você está aqui. observando. um pouco lembrando, um pouco entendendo, um pouco ruminando. disseram que nunca se deve ter um arrependimento, mas em que mundo isso seria humano? você se arrepende, sim, de palavras ditas e de desejos recolhidos. você gostaria de girar o planeta ao contrário uma meia dúzia de vezes. para dizer aquela coisinha que faltou. para retirar aquela coisinha que sobrou. você se observa enquanto observa o mundo. para quem olha, você parece distante. parece talvez orgulhoso, talvez vaidoso, talvez auto-suficiente. quem o vê, assim, tão cabeça de águia e corpo de dragão, talvez ignore suas turbulências, suas fragilidades e seus medos pueris. porque o homem vê o que pode ver, o que sua imaginação lhe permite ver. a percepção do homem é do tamanho de sua alma. você se observa nos reflexos de tantas vielas e tantos arbustos. se observa, gostando disso, execrando aquilo, formando um quadro tão fiel e tão imperfeito de si. imóvel, de seu lugar conquistado, você vê o mundo. vê os céus emborrascados, as facas que rasgam a pele, o vento que conta um alívio. vê as decepções que sacodem os ombros, as vitórias que enchem um hemisfério, os poemas que tanto se repetem. o mundo é tão maior do que sua vista pode alcançar. você está no alto, com seu olhar de águia e suas pernas de dragão. quieto, soberano, quase imóvel. você já viu tanto e, agora, sabe tanto. sabe que sua jornada não pode ser vivida por qualquer outro. sabe que não se pode terceirizar a emoção, a angústia e o prazer de sua própria criação. você pode escolher as companhias da viagem. e são tantos os que, mesmo velhos, não aprendem a escolher os parceiros de viagem. mas você, que é águia e é dragão, você que tanto observa o mundo, você sabe. e, ao saber tanto de si e dos outros, você pode viver sua jornada. você, que é águia e é dragão.'
+++
texto da marcia benetti do patifaria e foto daqui.

24 de abril de 2012

círculo da vida

 
'Um círculo não tem início nem fim; mas isso apenas depois que ele já está formado. Para que um círculo seja formado, porém, primeiro não há nada e, então, seja o que for que vá dar forma a ele, corre por um trajeto que só fará sentido quando completar toda uma volta e se encontrar com o ponto inicial. É então que se compreende o motivo do trajeto. E tanto o início quanto o fim daquela forma não apenas se tornam impossíveis de ser identificados, como também deixa de importar. Porque a única coisa que passa a ser vista é somente o todo da figura completa. Cada lágrima que você derrama é um círculo que se abre ou se fecha dentro de você. E, sejam vidas criadas por semideuses, sejam semideuses criados por forças maiores, cada lágrima derramada é preciosa, pois alegrias nos dão sentido, mas são as cicatrizes que nos deixam mais fortes. 
[…] 
Cada lágrima jorrada sobre a terra jamais será perdida. Ela irá cair e se misturar à terra. E então, quando o calor vier, ela irá evapora e, ao se juntar com outras, torna-se-á chuva. E quando o ar decidir lançar nuvens carregadas, cada lágrima, antes derramada na terra, irá descer novamente sobre nossa cabeças, abençoando e trazendo êxtase. Um êxtase que irá permanecer até que outras delas sejam mais uma vez derramadas sobre a terra e o todo recomece. Como em um eterno ciclo. Como em um esplêndido e inesgotável círculo. Um círculo que sempre irá nos ensinar que… A dor é inevitável. … vale a pena percorrer a jornada. Mesmo porque… O sofrimento é opcional. … o círculo sempre se fecha. Ainda que nos corações mais fracos. Ainda que nas mentes mais instáveis. Ainda que nas vidas mais vazias. O círculo se desfaz, mas ele nunca se rompe. Ainda que por vezes pareça difícil, ainda que doa, ainda que fraqueje, percorra o círculo completo. Seja caminhando pelo círculo de fogo, seja caminhando pelo círculo de chuva, o final de todo círculo da vida ainda terá sempre o mesmo valor. Todo círculo irá terminar, é verdade. Mas o que sobrará dentro de você, e o que sobrará dentro de você nesse ciclo, jamais irá se perder. Ou se romper. Ou se apagar. 
 […] 
Simplesmente percorra o círculo.'
+++
trecho do livro 'dragões de éter' de raphael draccon e foto daqui.

20 de abril de 2012

ótimo final de semana a todos!!!


'estou esperando visita... tão impaciente e aflita...' 

o estranho que nós amamos



tenho uma 'relação' muito interessante com o ator e diretor americano clint eastwood. não gosto de todos os filmes que ele fez, e gosto apenas de alguns dos filmes que ele dirigiu. mas, pra mim, ele tem uma semelhança física enorme com meu pai. tanto em fotos antigas, quando meu pai era mais moço, quanto agora, já mais envelhecidos. com uma única diferença: meu pai é mais baixo e mais 'redondinho' e é meu pai querido e amado, claro. exemplo de tudo que eu aprendi nessa vida. um homem nobre, honrado e simples. pra mais informações sobre o 'clint' clique aqui e aqui.

melancholia


a introdução do filme melancholia do lars von trier é a coisa mais fabulosa que já vi. como disse uma amiga, você não vai esquecer nunca. gostando ou não, ao menos impressiona. é longa, tem mais de oito minutos, mas a fotografia é belíssima, com musica clássica e câmera lenta. eu achei lindo e marcante e impressionante e inesquecível.

eu acho que vi 'muitos gatinhos'












muitos gatinhos em 'close'. todas as fotos são daqui.

doidas e santas


'Estou no começo do meu desespero e só vejo dois caminhos: ou viro doida ou santa." São versos de Adélia Prado, retirados do poema "A serenata". Ele narra a inquietude de uma mulher que imagina que mais cedo ou mais tarde um homem virá arrebatá-la, logo ela que está envelhecendo e está tomada pela indecisão– não sabe como receber um novo amor não dispondo mais de juventude. E encerra: "De que modo vou abrir a janela, se não for doida? Como a fecharei, se não for santa?" Adélia é uma poeta danada de boa. E perspicaz. Como pode uma mulher buscar uma definição exata para si mesma estando em plena meia-idade, depois de já ter trilhado uma longa estrada, onde encontrou alegrias e desilusões, e tendo ainda mais estrada pela frente? Se ela tiver coragem de passar por mais alegrias e desilusões - e a gente sabe como as desilusões devastam - , terá que ser meio doida. Se preferir se abster de emoções fortes e apaziguar seu coração, então a santidade é a opção. Eu nem preciso dizer o que penso sobre isso, preciso? Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe??? Nem ela caríssimos, nem ela. Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais. Santa, mesmo, só Nossa Senhora, mas, cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (Não se escandalize, não me mande e-mails, estou brin-can-do.) Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar louca e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha. Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos. Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham.Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.'
+++
crônica da martha medeiros e fotos daqui.

18 de abril de 2012

17 de abril de 2012

and i'll love her for life


coisa mais linda o video novo do paul mccartney, com johnny depp e natalie portman. neste video, você ainda tem a opção de ver uma versão só com ele e outra só com ela. uma delicadeza só!!!

inspiração!














depois da parede de patchwork ando querendo uma parede de fotos e coisinhas...

i died a hundred times

minha mãe morreu, numa sexta-feira véspera de feriado prolongado e chovia muito. quando aconteceu, eu estava presente e assisti a tudo e essas cenas, gravadas na minha memória, teimam sempre em voltar numa briga constante pra não lembrar. eu não estava preparada pra isso. mas acho que ninguém, nunca está. quando a dor aparece a gente não sabe como lidar com ela, a gente vai lidando como pode e como consegue. naquele dia, junto com minha mãe, uma parte de mim morreu também. na verdade, perdi ali várias partes de mim. e hoje eu percebo, que ali eu morri pra depois reviver várias vezes e de maneiras diferentes. desmoronei em partes e venho tentando montar meu quebra-cabeças de mim nos últimos cinco meses. reflexão, percepção e saudade, muita saudade. sigo brigando com alguns fatos, respeitando alguns acontecimentos, numa tarefa árdua de auto-conhecimento, auto-controle, e o que é mais difícil pra mim, de aceitação. minha mãe tinha uma personalidade matriarcal muito forte, mas era doce no falar, no andar e no agir. e acima de tudo era uma amiga, que faz muita falta. difícil seguir sem a sua opinião, sem seu conselho, mesmo que pra discordar e achar que tá tudo errado. mas acho que tenho me saído bem. acho que saio dessa melhor e muito mais forte. saio mais amadurecida, do tipo de amadurecimento que eu não queria pra mim, mas não tive escolha. como numa luta de boxe, quando você recebe aquele super soco que te derruba, ou você é nocauteado ou levanta e parte pra vida. ao menos eu já consegui me levantar. a foto é daqui.

12 de abril de 2012

my home is where the heart is

última, prometo. não consigo escutar esta música do the chemical brothers :

   

sem, invariavelmente me lembrar desta do erasure :

no clouds in my storm

outra dobradinha. ando de querer as coisas aos pares. na primeira vez que fui a antuérpia a música 'umbrella' da rihanna era a mais tocada e a mais pedida em qualquer canal de música que eu tentasse assistir. mudava de canal e lá estava ela cantando 'embaixo do meu guarda-chuva, uva, uva, uva...', :

   

volto pra lá de novo e quem é a mais pedido e a mais tocada??? sim, ela mesma, agora 'encontrando o amor em um lugar sem esperança', num clipe pra lá de ousado e apimentado... :S:

   

eu não gosto de nenhuma dessas cantoras vagabas-bagaceira de hoje em dia. acho que elas se expoem de tal forma que mais parecem carne no açougue com um monte de moscas voando ao redor. posso mesmo estar ficando velha, mas acho que elas colocam a mulher num papel que não é nosso nessa corrida pela 'igualdade'. acho é que a mulherada perdeu a mão. mulher e homem nunca serão iguais, porque são complementares, cada qual no seu lugar. mas, enfim, não vim aqui pra levantar nenhuma bandeira, vim apenas pra dizer que eu acho que os belgas adoram a rihanna.

silvia

camisa de vênus foi uma banda de rock dos anos 80 que fez bastante sucesso e que, por influência do meu irmão mais velho, eu gostava muito. mas eu confesso que sempre senti um certo desconforto ao ouvir 'silvia' e meus sentimentos por qualquer 'silvia' que eu tenha conhecido depois disso, sempre foram de pena. não houve uma vez que eu não me lembrasse dos versos ofensivos, fazendo menção a leiteiros e peitos e sempre, sempre  pensei comigo que se eu me chamasse silvia, além de odiar essa banda, odiaria meu nome pro resto da vida:


mas a pouco tempo, descobri que miike snow também tem uma música chamada 'silvia' que é linda e na minha cabeça, serve de redenção e como um pedido de desculpas pra todas elas...ainda bem:

i change shapes just to hide in this place

essa música não sai da minha cabeça.... ;o)

9 de abril de 2012

she ain't right for you


'Santos-Dumont, a lifelong bachelor, did seem to have a particular affection for a married Cuban-American woman named Aída de Acosta. She is the only person, other than himself, that he ever permitted to fly one of his airships. By allowing her to fly his No. 9 airship she most likely became the first woman to pilot a powered aircraft. Acosta flew Santos-Dumont’s aircraft solo from Paris to Château de Bagatelle while Santos-Dumont rode his bicycle along below, waving his arms and shouting advice. Acosta later recalled that upon her first landing, Santos-Dumont asked her how she had fared. "It is very nice, M. Santos-Dumont," she replied. "Mademoiselle," he cried, "vous êtes la première aero-chauffeuse du monde!" ("Miss, you are the first woman aero-driver in the world!") Until the end of his life he kept a picture of her on his desk alongside a vase of fresh flowers. Nonetheless, there is no indication that Santos-Dumont and Acosta stayed in touch after her flight. Upon Santos-Dumont's death Acosta was reported as saying that she hardly knew the man.'
+++
trecho sobre alberto santos-dumont e aída de acosta da wikipedia , indicação de uma amiga. as fotos são daqui  e daqui

my world is nearly nothing without you in it

macy gray, sua linda, eu te amo! e amo sua voz rouca e harmoniosamente desafinada!!!

hold me in your arms

tirinha do liniers

4 de abril de 2012

a primeira vista

deixo vocês com uma regravação gostosinha de 'cool cat' do queen, que eu vi aqui

took some time to celebrate

tão feliz e ansiosa que as horas não passam e o dia não acaba... meu feriado de páscoa começa amanhã, e vou ficar juntinho dos meus. ótimos dias a todos que por aqui passarem!!!! a foto é daqui.

3 de abril de 2012

objeto de desejo




depois de assistir a uma reportagem sobre a 'reuge' no canal globo news, passei a desejar fervorosamente ter dinheiro pra comprar qualquer uma dessas caixinhas maravilhosas, nem que seja a menorzinha delas...

dear ryan gosling



Hey Boy, 

I think we need to talk. You have to stop. Just stop. It’s getting to be too much. See, I’m just a girl who sits in a cubicle all day. I have to live in a real world. Not the kind of “real world” with MTV cameras and token drama queens. I live in the kind of “real world” where I have to deal with men who can’t afford to buy me coffee and who can’t emotionally commit. The longer you continue to be so Ryan Gosling, the harder it’s going to be for me to want to live in that world. For my own sanity and for the sanity of women like me everywhere, I made a list of ways in which you can stop being so Ryan Gosling. 

1) Stop being so attractive. 
Just look at you. You’re like Derek Zoolander, dude. You know, you’re really, really, ridiculously good-looking. You’re one of the few men I can think of who can do anything to his hair and I still would find you attractive. Also, you’re not too pretty. You’re gorgeous, but you still look like a man. If you were alive in Ancient Greece, sculptors would use your form as a model for true masculine beauty. (And Aristotle would add “Being Ryan Gosling” to the list of virtues a man should have.) Why is this a problem? Because instead of getting my work done, I’ve been spending my entire day planning our wedding. I’ve looked into how much renting my dream venue, the Intrepid Sea, Air and Space Museum, would be. This is a problem for two reasons. One, I can’t afford it. Two, I’m supposed to be doing expense reports. I realize you can’t control how you look, but if you lived your life with a bag over your head, I’d never have to worry about being fired. 

2) Stop adoring women so much. 
Every time you are with a woman you have this way of looking at her as though she is the most important thing in the universe. I think it’s because you might actually appreciate women. You only have nice things to say about ex-girlfriends Sandra Bullock and Rachel McAdams. You still reportedly hang out with your mom and sister. You also say THE BEST THINGS EVER about your female co-stars. When you were doing press for Crazy, Stupid, Love, you said to a reporter, “Show me someone that wouldn’t give it all up for Emma Stone, and I’ll show you a liar.” About Michelle Williams, you said, ”She’s like Montana… If you want to get somewhere, you gotta, you gotta drive there. You gotta take the time to get there.” When I first read that, I had no clue what it meant. After three weeks meditating on it during my morning subway commute, I figured it out. It means you are better than any man alive. You’re also probably better than any man who is currently dead (not because you’re still alive and they are not, but because even when they were alive they were not as good at being a man as you are). 

3) Stop being so adorable with children. 
So, you’re at a premiere for a movie. Are you holding a cigarette in your hand? No. You’re holding a child. Did you hear that loud boom in the far off distance? Those were my ovaries exploding. That’s it. They’re done. I will never be able to give birth to children of my own because I have seen what you look like when you hold a little girl in your arms. But why would I want to give birth to children of my own when I know they won’t be yours? Do you know how many days of my life I’ve spent crying into my cardigan sleeves because I have to live with the knowledge that I will never give birth to your children? Nine. Technically, I’ve spent fourteen days crying, but the other five happened in the summertime so I wasn’t wearing a cardigan. 

4) Stop being a great actor. 
You started your career as a Mouseketeer alongside Justin, Britney and Christina. However, instead of being in NSYNC, you chose to be in Half Nelson. Dude, you’re like a crazy awesome character actor. You don’t take on film roles because of the fame you might get or the franchise potential. You do movies because you love exploring emotions and telling great stories. This means that even though I want to just walk away and not care about your career, I can’t. The movies you make will always be interesting. I saw Drive last weekend and I was blown away. I was impressed with how it was trying to marry B-movie action with art house cinematography. I was impressed with the soundtrack. I was impressed with how much I wanted climb your character’s body like a tree and wrap myself around you forever. That last part was less a product of your acting skills and more a result of you being too beautiful. Also, I have never before wanted to add to a dating website profile, “Must be willing to carry my groceries and stomp the heads in of people who are trying to kill me”. But because of Drive, I might have to. 

5) Stop being a real hero. 
 You are a really nice, stand up kind of guy. Why? WHY? After I saw (and blogged about) the video of you breaking up a fight on the streets of New York, I found myself walking alone at night in dangerous neighborhoods. See, I was looking for a fight. I wanted desperately to get involved in an altercation to see if you would arrive out of nowhere to break up my fight. Because that is my fantasy. Well, that’s not my only fantasy. It is one of many, many fantasies that you have inspired. But basically, I can’t live my life hoping to get into trouble because you’ve led me to believe that you *might* rescue me. It’s dangerous because you won’t. I know this because I’m pretty sure you’re in LA right now shooting a movie. I know you’re probably in LA shooting a movie because you have officially caused me to lose my mind and become a cyber stalker. In conclusion, just stop it. Just stop being so Ryan Gosling. I’m thankful you exist. Really, I am. But I need my sanity back. I have to be able to face the world with the knowledge that The Notebook is just a really good movie and not an outline for how all my relationships should be. Ryan Gosling, you are a life ruiner. 

Sincerely, 
Me 

p.s. NEVER CHANGE

+++
a carta de amor platônico mais linda e sincera que eu já vi. meghan o'keefe é comediante, escritora e apaixonada pelo ryan gosling. a foto é daqui.

um dia vivi a ilusão de que ser homem bastaria




marc, brad e james. depois de assistir elvis e madona no domingo, essas 3 fotos me caíram no colo agora de manhã.!