26 de agosto de 2010

a longevidade dos profissionais de comex

Um médico saiu a caminhar e viu essa velhinha da foto sentada no banco de uma praça fumando um cigarrinho. Aproximou-se e perguntou:
- "Nota-se que está bem, qual é seu segredo?"
Ela então respondeu:
- "Trabalho no comercio exterior. Durmo às 4 da manhã respondendo email do exterior e me levanto às 7. Nos fins de semana não pratico esportes, não me divirto. Trabalho fazendo drafts, desembaraços, reservas, operações de logísticas, etc... Todo final de semana, sábados, domingos e feriados também. Não tomo café da manhã, não almoço e nem janto porque não dá tempo."
O doutor então exclamou:
- "Mas isso é extraordinário. A senhora tem quantos anos?"
- "37", respondeu-lhe a velhinha...
+++
não tenho uma vida tãããão sacrificada assim, mas tô quase lá... também cheguei aos 37, mas meu espelho me diz que estou bem melhor que a senhorinha da foto... mas ando bastante cansada...
recebi essa mensagem por e-mail e não tenho fonte de nada.

23 de agosto de 2010

mero detalhe

sexta-feira passei esmalte café e lembrei de você. e lembrei daquela época em que a gente passava esmalte café pra sair. e se divertir e se esbaldar. até o dia clarear. mas eu me lembrei de você e passei esmalte café, porque sonhei com você. e comigo. naquela época em que a gente passava esmalte café pra sair. por isso passei esmalte café sexta-feira! (foto daqui)

12 de agosto de 2010

and i quote...

'eu queria um final perfeito. Agora eu aprendi, da maneira mais díficil, que alguns poemas não rimam, e algumas histórias não tem um claro começo, meio e fim. a vida é não saber, ter que mudar, tomando o momento e fazer o melhor dele, sem saber o que vai acontecer em seguida.’ (texto de gilda radner e foto daqui)

eu e você

'Num deserto de almas desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra.' Caio Fernando Abreu (foto e frase daqui)

sou do segundo time


'Já foi bem mais complicado, mas ainda hoje um almoço na minha casa será, no mínimo, uma experiência exótica. Durante anos li tudo que me passou nas mãos sobre alimentação, tinha obsessão pelo assunto, e pela saúde que verteria de um cardápio equilibrado. Ainda tenho. Sou uma espécie de bicho-grilo que gosta de papo esotérico, pratica formas de ioga, visita países remotos e se alimenta de um jeito impossível. O resultado é que nunca sinto dores de cabeça, não sofro de insônia, não tenho cólicas menstruais e acordo com o humor excelente. Há exceções, claro. Esta mulher ultra-saudável habita minha face solar; existem porém outras criaturas servindo-se deste corpo. No período das drogas experimentei todas as que me passaram na frente - ácido não, porque inculquei lá no começo que me traria filhos defeituosos, mas cogumelos, muitos. Um dia tomei horror a tudo que me rouba a saúde (e de quebra a elegância), mas, como a evolução se dá a passos lentos, ainda gosto de beber. Gosto mais do que devia, e bebo mal. Não paro na hora certa e amo a sensação de estar com o pensador anestesiado e os sensores aflorados. Agressiva não fico, o que me bate é uma alegria esfuziante e totalmente fora de tom para mulher da minha idade. Além do mais, se bebo um pouco, fumo cigarros, que já larguei há muitos anos e que me destroçam o corpo no dia seguinte. São deslizes das faces sombrias. Ainda bem que as sombras tendem a ser dóceis e aceitam limites com facilidade. Agora por exemplo o departamento álcool/tabaco está interditado - fiz promessa de seis meses que cumprirei como cumpri outras, benzadeus. Quando penso em como as drogas, legalizadas ou não, deixam a gente boba e previsível, fico com raiva de ter um lado vulnerável a elas.
Corro o risco, nessas revelações, de aniquilar uma imagem construída com anos de alfafa e ioga. Mas este é um relato sobre contradições, e a verdade é que não fosse eu uma compulsiva por saúde, com a vida que me deram, e gostando como gosto, é bem provável que já tivesse me tornado alcoólatra. A virtude não está em não ter as deficiências, mas em querer domesticá-las.
Antes de saltarmos de pára-quedas, minha filha e eu, olhando embaixo a terra redonda ali da porta do avião, paralisadas, ouvimos de um instrutor: "Corajoso não é o que não tem medo, corajoso é quem tem medo e pula. O outro é um irresponsável."
E nós pulamos.
Neste mundo não há saída: há os que assistem, entediados, ao tempo passar da janela, e há os afoitos, que agarram a vida pelos colarinhos.
Carimbada de hematomas, reconheço, sou do segundo time.'
...
eu adoro a escrita da maitê proença. aqui, trecho do livro 'uma vida inventada' e aqui sua polêmica entrevista no jornal o estado de são paulo. (foto daqui)

10 de agosto de 2010

halo!


essa musica não sai da minha cabeça. no meu final de semana maravilhoso tocou diversas vezes em diferentes pontos da cidade e em diferentes situações. então, mesmo não gostando da bi-onça...

5 de agosto de 2010

trocando em miúdos


Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!
O resto é seu

Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças

Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter

Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado

Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu

Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.
(foto daqui)

this is the end

então ficamos assim. nossa história acaba mesmo aqui. o que antes era 'nós' agora fica como 'eu' e 'você'.

2 de agosto de 2010

i'll miss you like the deserts miss the rain



lindo o ensaio de alvaro sanchez-montañes feito no sul da namibia. inspirado por um artigo sobre cidades abandonadas no meio do deserto que antes haviam sido ricas aldeias de exploração de diamantes, ele foi pra lá registrar com suas lentes, o que ele mesmo classifica como 'a beleza do abandono, do inútil, do tempo que passa'.

eu acho que vi um gatinho

(foto daqui)

pra começar bem a semana!

novo curta da pixar exibido antes do toy story 3. lintchinhuu!

1 de agosto de 2010

turn and face the strange

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade. Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa, mais tarde, mude de mesa. Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome outros ônibus. Mude por um tempo o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente pela praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama… depois, procure dormir em outra cama. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais… leia outros tipos de livros. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias. Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida. Tente. Busque novos amigos. Faça novas relações. Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome um novo tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado… outra marca de sabonete, outro creme dental… tome banho em novos horários. Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes. Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias. Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus. Mude. Lembre-se de que a vida é uma só. E pense seriamente em arrumar outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais leve, mais prazeroso, mais digno, mais humano. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores de que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!

Clarice Lispector (foto daqui)

time after time

(foto daqui)