25 de setembro de 2008

e o barquinho vai...

no final de semana, meu filho viajou sozinho pela primeira vez. pela primeira vez também me dei conta que já tenho em casa um homenzinho e isso pra mim foi um grande choque. eu sempre soube que filho a gente cria pro mundo, que depois que eles crescem você se acostuma e todo esse blá, blá, blá. tinha toda a cartilha decorada. mas quando a coisa bateu na minha porta pra valer, percebi que não estava preparada coisa nenhuma. me senti sem chão, sem ar e de luto. fiquei com medo, apreensiva, nervosa, ansiosa, orgulhosa e triste. tudo junto e em momentos alternados. e o pior de tudo é saber que ele nem tava aí com tudo isso e nem ia se lembrar da gente, lá no meio de aventuras e descobertas tão fabulosas. e a gente que sempre pedia por um final de semana livre, pra cair na gandaia sem hora pra voltar, ficamos em casa curtindo nossa fossa e só imaginando o que ele estaria fazendo naquele momento e o quanto devia estar se divertindo. voltou mesmo tão maravilhado, que pra parar de contar todas as fantásticas aventuras do final de semana, levou bem umas 3 horas sem intervalos. e eu ali, feito uma tonta, morta de saudades e cheia de orgulho, abraçando, beijando e apertando suas bochechas como se ele ainda fosse meu bebê e escutando, só escutando. tudo culpa do sítio do carroção.

23 de setembro de 2008

porque os remédios normais nem sempre amenizam a pressão

já faz algumas semanas que me sinto trabalhando numa feira, ou coisa parecida... só me aparece pepino, abacaxi e hoje descobri outra, nabo!!!!! tô exausta... olha o pepino e abacaxi fresquinho ai, vai querer madame????

22 de setembro de 2008

das coisas que eu gosto


se o mundo acabar um dia, que seja num sábado e ao som de cardigans.

paris, je t'aime

paris, eu te amo (paris, je t’aime) é um dos meus filmes adorados. 18 curtas-metragem, dirigidos por 18 diretores, alguns conhecidos, outros nem tanto, um brasileiro, walter salles jr., e 18 histórias de amor ambientadas em paris. este é um dos meus preferidos. (tour eiffel - sylvain chomet)

16 de setembro de 2008

meu nome é gay, capitão gay

depois de alguns anos morando em casa, havia me esquecido a chatice que é ter vizinhos incomodados. também nunca tive ou ouvi alguém comentar sobre problemas com um vizinho do andar de cima..., isso mesmo, andar DE CIMA, você não leu errado. esqueça os problemas comuns com o andar de baixo. nenhuma reclamação por conta de objetos caídos, móveis arrastados, barulho de salto alto e ar condicionado ou a água de limpeza da janela, nada disso. o problema com o andar de cima é a fumaça do cigarro do meu marido (que fuma na janela da lavanderia), que por ironia do destino, vai em marcha, todinha, sem desvio algum, pra janela do meu vizinho de cima, que vamos chamar aqui de capitão gay. depois de um ano de fumaça na janela e alguns encontros na portaria, com aquela figura desconhecida reclamando aos berros ao porteiro sobre um estranho e forte cheiro que impregnava suas roupas no varal, recebemos uma cartinha da administradora informando sobre o incomodado capitão gay. não tínhamos a menor idéia de quem ele era, até que começamos a ligar os fatos. ninguém havia nos comunicado antes, nem o próprio. oras bolas, eu e meu marido somos civilizados o suficiente pra acatar um pedido amigável feito com certa dose de educação sem problemas. mas faltou pedir. ao invés disso, ele preferiu passar todo esse tempo alugando o ouvido dos porteiros e da síndica. agora vem a parte que eu apresento o vizinho e explico o porquê do apelido. eu jurava que era uma mulher morando ali em cima, por causa do barulho de salto que eu sempre ouço, mas ele não é casado. ele nunca abre as janelas (com exceção da janela da lavanderia é claro), nunca. nem pra limpar. eles são pretas do lado de fora de tanta sujeira. a cortina da janela da sala é preta, cinza ou azul marinho, não dá pra ver direito porque o tecido é tão grosso que nem com a luz acesa da pra distinguir direito. ninguém suporta ele no prédio, já brigou com todos e vive atazanando os porteiros e o faxineiro, que corre léguas quando vê a criatura. a fama de briguento chega até na padaria do bairro. esses dias estávamos na fila do pão e ouvimos a atendente dizer ‘tá vendo, hoje tem fila mas o senhor nem precisou brigar né? foi rápidinho’, quando viramos? o próprio. vive de camisa xadrez de mangas curtas e colete de lã, independente do clima. no dia que recebeu a carta da administradora, meu marido não assinou, e disse que se fosse pra reclamar de verdade, faria uma reclamação do barulho que ele faz (o tal salto alto misterioso). pois nesse dia, ele passou duas ininterruptas fazendo barulho, arrastava móveis, jogava coisas no chão, e até pular eu acho que ele pulou. nunca mais fez isso, só esse dia. meu marido parou de fumar na lavanderia faz algumas semanas, mas ele ainda reclama pro zelador, que aconselha ele a abrir as janelas pois o cheiro que ele tá sentindo é mofo e não cigarro. pra nós, quem anda de salto alto pelo apto. é ele, vestido com um penhoar de seda rosa. por isso deixa tudo fechado sempre, pra ninguém ver. talvez fosse mais feliz se saísse do armário e fosse pela vida encontrar seu carlos sueli. pelo menos parava um pouco com tanta implicância com o mundo, tenho certeza...

8 de setembro de 2008

1.000

chegamos a marca das 1.000 visitas. e, nessa minha fase de estar santista, ninguém melhor que o sr. edson arantes do nascimento, vulgo pelé, o santista mais famoso do planeta, pra vir aqui e sinalizar esse marco. obrigada sr. edson. obrigada sr. leitor e obrigada sra. leitora que nos prestigia!!!

5 de setembro de 2008

ótimo final de semana!!

pendure flores no seu varal das lembranças... ( foto da thresca)

parente é serpente

meu chefe costuma dizer que parente bom é aquele que, nem mora tão perto de você a ponto de te fazer uma visita usando chinelos e nem tão longe pra poder vir de malas. eu acho essa, uma das grandes verdades da vida. parente bom é aquele que você vê de vez em quando, mata a saudade, coloca o papo em dia e pronto. e como se não bastasse você ter os seus próprios, que te acompanham ao longo da vida, desde o nascimento até que a morte nos separe, e que já seriam de bom tamanho, você ainda ganha agregados com a vida, trazidos ao longo do tempo. nenhum dos dois tipos te dá poder de escolha, são seus e pronto, tá feito. você nunca escolhe primeiro a família e depois o marido, por exemplo. e só vão se separar de você com briga, mudança, mas ainda assim olhe lá, porque seus eles sempre vão ser mesmo, não importa onde. na maioria das vezes, consigo me comportar bem, tenho até acessos de alegria e felicidade verdadeiramente genuínos em alguns casos, beirando muitas vezes à euforia, mas confesso que é difícil passar do terceiro ou quarto dia. é batata, mais que isso é desumano. existem algumas exceções é claro, mas na maioria dos casos é assim mesmo, só que ninguém conta, porque fica chato e o parente pode não gostar. parente também tem uma curiosidade latente de sempre saber se você está bem ou mal, só pra poder se comparar. se tem mais grana que você, mais posição social, fez mais viagens, ele bota um gogó, senão, fica querendo saber detalhes das suas desgraças pra poder dar graças aos céus, a Deus ou a boa sorte que ele ainda tá melhor. o duro mesmo são aqueles cheios de conselho pra dar, sabem sempre uma receita pra qualquer que seja o seu problema e o mais engraçado é que eles não vivem com você e não convivem com seus problemas. não sabem a que horas o seu dia começa, e nem quantas coisas você teve de resolver antes de voltar pra casa, não sabem quanto você ganha ou quanto gasta, e nem pagam suas contas, e o pior de tudo, não querem nem saber. só querem mesmo é achar a solução certa pra tua vida e pronto. certa pra eles e pra o que eles acham que sabem da sua vida. mas como palpitar é fácil e não exige diploma, qualquer um acha que pode. eu não gosto, já dei chega pra lá em muito parente intrometido, afinal de contas a vida é minha e quem paga pelos meus erros ou meus acertos sou eu e mais ninguém.

4 de setembro de 2008

bizarre love triangle

não sei se sempre foi assim e eu não havia percebido, não sei se é coisa da idade ou se um sinal dos tempos, mas o fato é que ando percebendo em mim um certo gosto duvidoso ultimamente. sabe assim, tipo uma grande tendência a esquisitice e uma profunda queda a estranheza? não sei... sou uma apaixonada por fotografia e fuço muito, muito mesmo. e do material que eu ando achando por ai, alguns andam me chamando muito a atenção, e me provocando sentimentos ambíguos de adoração e estranheza.




tudo começou quando descobri as meninas góticas de um artista chamado ray caesar. elas te passam uma imagem ao mesmo tempo delicada com doses de perversão, são doces e más na mesma medida. intrigantes. me apaixonei.







depois descobri as crianças sem inocência da dupla rene & radka. no começo achei que eram bonecas. crianças em situações de estranha ambiguidade. pra ver mais, clique aqui e aqui.







e a minha mais recente descoberta, loretta lux, com cenas cotidianas de crianças estáticas e de olhares penetrantes.