31 de julho de 2008

caminho ao longo do canal

a cidade de santos está comemorando 100 anos da construção de seus famosos canais, que servem de referência na cidade mais do que qualquer nome de rua. um dos projetos financiados pela prefeitura está cuidando da reforma e revitalização dos setes canais que cortam a cidade pra desembocar no mar. esse aí em cima, é o ‘nosso’ canal, o de nº 3, que na minha opinião é o mais bonito de todos. pra saber mais sobre os canais e seu centenário, clique aqui.

29 de julho de 2008

cada um no seu quadrado

acho religião, um assunto universalmente indiscutível em qualquer aspecto. cada indivíduo tem suas próprias crenças e convicções, e discuti-las nada mais é do que uma tentativa de convencer o outro que a sua verdade é mais verdadeira que a dele, e se tratando de um assunto tão vasto e subjetivo, a única conclusão que se pode chegar é que não se chega a conclusão nenhuma quase nunca. vide todas as guerras que acontecem lá pros lados do oriente, todas muito antigas e de cunho altamente religioso. sendo assim, respeito muito a opção de fé de cada um e gosto que respeitem a minha também na mesma intensidade. mas num mundo globalizado onde PEQUENAS IGREJAS viraram GRANDES NEGÓCIOS, algumas notícias ainda conseguem me chocar, mesmo com todo o respeito que eu possa ter a individualidade de cada um. meu chefe acaba de voltar de uma viagem de férias às ilhas san andrés, no caribe colombiano, uma paraíso afastado da civilização e que ainda não sofre grande influência do mundo exterior, como outros lugares desse tipo, mas possui em suas terras uma sede da igreja universal do reino de deus, com direito a dois bispos cariocas, fazendo culto em portunhol puro e simples. isso mesmo, o mcdonald´s não chegou lá, mas a igreja universal do reino de edir macedo sim. na mesma semana, fiquei sabendo que um amigo das antigas, típico indivíduo pra se converter, pois fazia de tudo sempre e em excesso, que realmente se converteu já faz alguns anos. hoje tem uma vida regrada e feliz junto a nova família que construiu e graças a bola de neve church, uma igreja de linguagem inovadora, cujo pastor é um surfista, ex-drogado, que prega ‘a palavra’ num altar em forma de... uma prancha de surf, claro. na minha ignorância e movida pelo impulso, confesso que quando ouvi o nome pela primeira vez, perguntei se eles adoravam papai noel ou a rena do nariz vermelho. vivemos num mundo tão bizarro, que as vezes penso ser bom que pessoas consigam encontrar conforto e paz em templos desse tipo, seguindo figuras como um padre marcelo superstar, um pastor surfista, ou até mesmo um pastor que chuta imagens de santo em rede nacional, mas que ainda assim pregam a fé, o otimismo e o amor ao próximo, tão esquecidos ultimamente. e quando cruzo com algumas figuras, que batem no peito e se proclamam ‘crentes’, se reúnem pra rezar todos os dias, mas tem desvios de personalidade tão fortes a ponto de prejudicar alguém, me pergunto se realmente qualquer maneira de amor vale a pena...

24 de julho de 2008

engomo roupa a menos

gostava de ter com quem partilhar a máquina de lavar roupa. engomei demasiadas camisas que não eram minhas... e todas ganharam vincos que o tempo não retira. (do ferro de passar)

23 de julho de 2008

se essa rua, se essa rua fosse minha...

a palavra pindorama significa "terra das palmeiras" e, diz a lenda, que os nativos chamavam assim as terras brasileiras quando do descobrimento pelas naus portuguesas comandadas por Pedro Álvares Cabral. esse é o nome da minha rua, mas não tem nenhuma palmeira nela. é tão pequena, que não aparece na maioria dos mapas da cidade, só dois quarteirões até desembocar na avenida da praia. na verdade, a rua não é minha, é emprestada já que o apto. é alugado e estamos aqui de passagem. e quem pensa que por conta de sua extensão piquininha, a rua seja extremamente pacata e calma, beirando quase o pitoresco, está redondamente enganado. a rua é agitada e muito. muito trânsito, muitas garagens e muitas manobras pra se conseguir entrar nessas garagens, conseqüentemente, muita buzina, já que nunca vi alguém pra gostar tanto de buzina como o santista, até paulistano perde. temos também vários moços do gás, gritando ‘olha o gâisssss’ ‘gâisssssss’ toda manhã. mas a melhor parte mesmo fica reservada pra noite. na esquina do meu prédio, fica o Bar Heinz, famoso e muito bem freqüentado desde 1960. Seguindo o quarteirão em direção a praia, temos o Armazém 29, o Café Paulistania, e mais alguns outros que não me lembro o nome. ah sim, claro, ia me esquecendo, no meio de tudo isso temos uma farmácia 24 horas pra auxiliar alguns desprevenidos bebuns de plantão. e todos esses barzinhos lotam e muita gente bebe muito. começa na quinta-feira, sempre à partir da 1 da manhã. alguns estacionam o carro por ali e deixam o som no último. outros quando voltam pra pegar o carro estacionado por ali já chegam chegando. gritam, dão risada, mexem com a mulherada e depois xingam a mulherada. já teve mulher levando umas bordoadas e já teve até briga dos transeuntes embriagados com moradores dos prédios vizinhos, com direito a arma de fogo e tudo. quando o furduncio tá muito grande a gente não resiste e dá uma bisbilhotadinha básica. mas isso tudo só fica engraçado porque é temporário, se fosse permanente ia incomodar muito, mas muito mesmo. ainda mais no 1º andar, a sensação é de que tudo tá acontecendo ali na sua sala.

21 de julho de 2008

o sorriso de monalisa

passagem de ônibus são paulo-lins no dia do nascimento da criatura: USD 50,00
brinquedinhos infantis criativos e diferenciados ao longo da vida: USD 800,00
livrinhos de estória pra desenvolver a criatividade e imaginação do ser: USD 300,00
hospedagem do indivíduo já crescidinho na sua casa durante intermináveis períodos de férias: USD 550,00
...
fazer xixi nas calçolas de tanto rir de bobagens com sua sobrinha já crescida: NÃO TEM PREÇO

17 de julho de 2008

receita para comer o homem amado

"Pegue o homem que te maltrata, estenda-o sobre a tábua de bife e comece a sová-lo pelas costas. Depois pique bem picadinho e jogue na gordura quente. Acrescente os olhos e a cebola. Mexa devagar até tudo ficar dourado. A língua, cortada em minúsculos pedaços, deve ser colocada em seguida, assim como as mãos, os pés e o cheiro verde. Quando o refogado exalar o odor dos que ardem no inferno, jogue água fervente até amolecer o coração. Empane o pinto no ovo e na farinha de rosca e sirva como aperitivo. Devore tudo com talher de prata, limpe a boca com guardanapo de linho e arrote com vontade, pra que isso não se repita nunca mais."
por Ivana Arruda Leite no livro Falo de Mulher

16 de julho de 2008

são coisas da vida...

o corpo da gente é mesmo uma maquininha. tipo um computador ou o motor de um carro, que quando é novo trabalha direitinho, sem maiores problemas de funcionamento. é só fazer uma manutenção aqui, outra ali regularmente e, salvo algumas exceções, tudo corre dentro da mais perfeita ordem. mas com o tempo, nossas peças também vão ficando desgastadas, usadas e as vezes até ultrapassadas , mas a reposição é, digamos assim, um tanto quanto complicada. fica um pouco difícil, trocar o motor do corpo, por exemplo, o coração, a cada 30 mil quilômetros rodados ou formatar o cérebro, de tempos em tempos, por conta da memória cheia. e é aí que nossa máquina perfeita vai entrando em curto de vez em quando e dá de nos colocar em diversas situações inusitadas por conta dessas falhas, que ao longo do tempo vão de divertidinhas a tragicômicas, dependendo da intensa-idade. as histórias contadas a seguir são reais. eu ouvi todas elas de pessoas próximas e conhecidas, mas os nomes serão omitidos para preservar a integridade e auto-estima dos envolvidos, por motivos óbvios. podemos começar com pequenas distrações do tipo colocar o controle remoto da tv na base do telefone sem fio pra carregar, trocar os nomes de todos os membros da família, ou chamar uma mesma pessoa de diversos outros nomes errados até encontrar o certo. ligar pra alguém pra contar uma coisa super importante, conversar sobre diversos assuntos e esquecer o motivo daquela ligação. ir ao supermercado pra comprar uma pizza usada ou ir ao banheiro, em uma festa de aniversário infantil, se esquecer de levantar a tampa e fazer xixi em cima do vaso sanitário, com direito a escorrer tudo pelo chão e ninguém entender de onde vinha aquele líquido amarelado. passamos dessas, para pequenas/grandes saias justas como cair dentro de uma loja fina de móveis e ter de ser levantada por dois seguranças, que depois desse episódio não te deixam sair até terem certeza de que você está bem, sendo que a única coisa que te faria realmente bem nesse momento é sumir dali o mais rápido possível. perder as calças enquanto se corre atrás do ônibus, e ter que encarar todos dentro do mesmo ônibus, não sem antes ter colocado suas calças no lugar, obviamente. e chegando as situações tragicômicas, que literalmente seriam muito trágicas não fossem tão cômicas. fazer uma visita ao marido operado de sua vizinha, pode não ser mais assim tão simples, principalmente se você, depois de um bate papo e um cafezinho, não conseguir se levantar do sofá da casa dela, por estar muito gordinha e com as pernocas sem o mesmo vigor de outrora. pior é não poder ser ajudada nem por sua amiga, que enfrenta outros problemas da tenra idade e nem pelo marido dela recém operado. nessa hora os seguranças truculentos da loja cairiam muito bem, mas a solução mesmo é se jogar de joelhos no chão e se escorar nos móveis pra levantar e rezar pra não encontrar o casal no elevador por um bom tempo. sair do banho nua em pêlo quando seu marido se esquece de avisar que o entregador da água chegou. ou pior, ele até avisou, mas você não entendeu, e quando vai perguntar 'o que você disse?' dá de cara (e corpo inteiro) com o entregador em pessoa. aquele mesmo que faz entregas na sua casa quase toda semana, que você cumprimenta todos os dias ali no mercadinho da esquina e que tem idade pra ser seu filho. ficar sem o aparelhinho de surdez por um tempo dentro de sua própria casa, também pode ser delicado. você corre o risco de, quando colocá-lo de volta, escutar um baita alvoroço do lado de fora e quando vai ver, tem lá uma visita, dois porteiros e cinco vizinhos tentando arrombar sua porta, e quase chamando o corpo de bombeiros, todos com a certeza de que você já tinha passado desta pra melhor ou estava a caminho porque você simplesmente não ouviu os vários toques de campainha, diversas ligações de celular e inúmeras chamadas no interfone. enfim, são mesmo coisas da vida. querendo ou não todos nós passaremos por situações semelhantes, melhores ou piores e nada se pode fazer a respeito, a não ser aceitar e rir um pouquinho de nós mesmos e de nossas limitações.

música para ouvir

como eu já disse aqui, minha vida sempre teve trilha sonora. gosto muito de ouvir música e cantar no chuveiro. sou daquelas que escuta o mesmo disco muitas e muitas vezes até decorar todas as músicas... então, acho que exatamente por causa disso, chega uma hora em que você vai ficando mais criterioso, acha que já ouviu tudo, que as coisas estão se repetindo e que todo mundo anda fazendo um pouco mais do mesmo. mas, como deve ser, vez por outra alguém consegue me surpreender e daí me apaixono e fico ouvindo até decorar. caso da nigeriana que estuda antropologia em hamburgo, a nnenka. quando você não aguenta mais ouvir bob marley, peter tosh e nem a 89º versão de algum cantor/cantora ou grupo famoso pra música 'three litle birds' ou acha que todos os cantores de reggae com hip hop podiam sumir, aparece ela e seu protesto em forma de música

ou então, quando você cansou de todos esses revivals dos anos 70, do mikka cantando 'relax, take it eaaaaaaasyyy' ou dessa onda de cantores emo, aparece o mgmt (abreviação para the management) um trio nova-iorquino que canta as agruras de ser jovem no mundo de hoje, misturando pop, rock, eletrônico e música indie numa salada muito boa...

genial!

15 de julho de 2008

um acidente

aconteceu um acidente feio ontem na rodovia dos imigrantes (para maiores detalhes clique aqui). não é minha via de 'volta pra casa' mas é a de 'ida pro trabalho'. e como a pista do acidente ficou completamente interditada, a outra pista foi liberada para subida e descida capital-litoral. fiquei morrendo de medo de trânsito e demora, mas quando passamos já estava tudo limpo e liberado. ainda bem...


14 de julho de 2008

changes... turn and face the stranger

vamos nos mudar outra vez! decidido já está só não se sabe como e nem quando. me arrepio só de pensar. a decisão é nossa, é necessária e será pra melhor, mas é que a última foi tão recente, que ainda tô traumatizada com a pilha de caixas, aquele barulho da fita adesiva e rolos e mais rolos de papel bolha... na verdade, acho que o maior problema é que quanto mais velho você fica mais cacarecos vai juntando e maior vai ficando sua mudança. o motorista do caminhão que contratamos, e que não foi ver a mudança toda antes porque foi um retardado (por falta de chamar é que não foi), chegou em casa e disse ‘nossa, é muita coisa... isso tudo não cabe no meu caminhão não, eu não posso levar...’ isso num domingão de manhã, com tudo pronto e arrumado, zelador do prédio novo esperando, e como miséria pouca é bobagi, todos os outros concorrentes já tinham sido dispensados e tudo estava fechado lá no Lugar Incerto e Não Sabido... domingo é sempre um dia muuito morto em Lugares Incertos e Não Sabidos... no final deu tudo certo e conseguimos uma outra pessoa no mesmo dia. quando saí de casa aos 17 anos tudo o que eu levei foram malas, meu travesseiro e um cobertor. tudo bem que fui morar com meus tios e este talvez não seja um bom parâmetro de comparação. mas também conta, foi o início... mas, percebe que de lá pra cá a coisa só fez aumentar??!?!?! o processo de empacotamento dos cacarecos e móveis até que não é lá tão ruim, a ansiedade e a expectativa do novo, te fazem embalar tudo bonitinho, bem justo e apertadinho pra não quebrar, nem trincar, nem riscar nada, com várias e várias camadas de papel bolha e várias e várias voltas de fita adesiva, tudo com a maior paciência, mas depois você quase morre pra desembalar tudo, porque ta tudo tão justo e apertadinho pra não quebrar, nem trincar e etc., que é um saco ficar rasgando e cortando e arrebentando as várias e várias camadas de papel bolha e várias e várias voltas de fita adesiva, e só vai te deixando mais e mais puto desembrulhar tudo aquilo. mas acho que isso tudo não ganha da procura do imóvel perfeito... primeiro procura, depois acha. visitas intermináveis e papos cansativos de corretores que sempre tem o lugar ideal e perfeito pra você. e então que você gosta de um, imagina toda a disposição dos seus móveis lá dentro, vê a padaria e o supermercado mais próximos, tudo certo... mas a documentação tinha uma vírgula que o proprietário não aceitou, ou o banco recusou. e começa a via sacra outra vez... mas enfim, a gente vai ter que passar por tudo isso de novo, não vai ser a primeira vez e não tem varinha mágica nem pensamento positivo que ajude... e se for pensar bem só essa é a parte ruim, porque depois tudo é muito bom. a casa nova, os novos caminhos pra aprender, a nova rotina pra encaixar, o novo bairro pra desvendar e até os novos vizinhos pra reparar. e a nova-velha cidade com tudo de bom que ela tem a nos oferecer. bem vindos de volta!!!!

8 de julho de 2008

cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada

eu ando precisando cortar os cabelos, mas o problema é que eu estou sem opções de cabeleireira e sem nenhuma presença feminina de peso que possa me dar uma indicação confiável. embaixo do prédio onde eu moro tem um salão, mas, eu acho de gosto meio duvidoso... fui uma vez pra fazer as unhas (contei aqui) mas não sei, cortar cabelo não é igual a fazer as unhas, fico em duvida se entrego minhas madeixas a elba ramalho da baixada ou a ‘fina’ senhora do isvaróvisqui. entre as duas, nenhuma... perto do trabalho tem vários, mas não tenho coragem sem a tal da indicação... o mais famoso é o soho, mas este eu já experimentei e foi desastroso, fiquei traumatizada... vou contar... no final do ano passado, encontrava-me na mesma situação de agora, precisava cortar os cabelos. me lembrei do soho, com seus cabeleireiros malucos e seus visuais de desenho animado japonês. marquei hora e tudo. atendimento de primeira, 'vamos lavar?' 'coloca o mini-kimono' 'você gostaria de passar creme?' 'gostaria de uma massagem?' 'gostaria de tomar um cafezinho?' e a tonta aqui aceitando tudo. no final todos os mimos foram adicionados a minha conta e custaram quase o triplo do corte. quando sentei na cadeira pra cortar, expliquei o que eu queria. tem um jeito que eu gostaria de ter meu cabelo, mas nunca consegui me expressar ou me fazer entender pelos cabeleireiros de minha vida e por um instante achei que havia sido compreendida pela personificação de mangá ao meu lado, mas... saí de lá com o cabelo idêntico ao do pelézinho, da turma da mônica. foi a coisa mais horrível que já fizeram comigo em anos... um dia, andando de ônibus, fiquei conversando com a senhorinha do meu lado pra passar o tempo, e no final do percurso, antes de descer ela me disse: 'ai filha, agora que a gente já tem uma certa intimidade, posso perguntar uma coisa? quem fez essa cagada no seu cabelo?' ... durante meses a fio, eu fiquei esticando o cabelo e colocando presilhinhas pra disfarçar o topete poodle que ganhei no soho... me dá arrepios até hoje só de passar lá em frente.

4 de julho de 2008

o meu destino será como deus quiser

ontem depois do almoço fomos tomar um café no pão de açúcar ali da joaquim floriano e bem ali em frente uma moça estava distribuindo o panfleto ai de cima. esse pão de açúcar é todo chique e o pessoal que frequenta ali é um pouco mais elitizado. então, me diz, que raio de panfleto é esse? e porque bem ali na frente?? quem, em sã consciência, sai dali do pão de açúcar bambambam e vai em uma taróloga que se auto-intitula SENCENTIVA??? isso é algum termo técnico, jarguão ou coisa parecida??? ou é uma junção de sem sentido com incentiva/inventiva??? e a BRINDAGEM no corpo??? é como se fizéssemos uma blindagem do tipo carro ou tem a ver com distribuição de brindes??? sem contar no final, ali onde menciona 'itaim bibi em frente...' a continuação era '... DO supermercado'. olha, eu sei que a língua portuguesa não é das mais fáceis, com todas as suas regras e exceções, mas peraí, um dicionariozinho básico e de bolso cabe em qualquer situação. principalmente se levarmos em conta o local de distribuição do panfleto. já começa errado, fazendo uma propandanda negativa dela mesma. pelo menos escreveu problema certo, esse é o erro mais comum e trágico. mas o melhor mesmo é o 'ela fala tudo sem você falar nada', ela é meio 'sem sentido', mas foi bem 'inventiva'...

3 de julho de 2008

sonhos de uma noite de verão


acho sonho uma coisa muito pessoal e intransferível. também não gosto muito de ficar contando os meus com todos os seus detalhes loucos e bizarros, dignos de nenhuma explicação palpável ou que tenham fácil entendimento. mas eu tenho uma particularidade nos meus sonhos que é muito engraçada e agora está acontecendo de novo durante meu sono de fretado. eu tenho alguns sonhos repetidos, sonho o mesmo sonho várias vezes, por anos e anos. o mais batido é o de alienígenas maus, que querem dominar o mundo. vão matando todo mundo, e eu conseguindo fugir com família, amigo, vizinho, gato, cachorro e papagaio. sou a própria tom cruise em guerra dos mundos. até que todos são abduzidos, mortos ou viram zumbis cumpridores de ordem e só eu posso salvar o mundo. sempre acabo encurralada em algum lugar sem nada que possa me proteger desse povo ruim. no começo eu sempre tinha uma idéias brilhantes, ou me rendia aos longos tentáculos de alienígenas cabeçudos. mas era aterrorizante. das últimas vezes, naquele momento mais crítico, eu pensava ‘ufa, isso é só um sonho’. até que perdeu a graça. tive um outro que me acompanhou por anos a fio, até o dia em que tirei carteira de motorista (já em idade avançada). eu estava dentro de uma carro apinhado de pessoas queridas. as pessoas sempre variavam, assim como variavam também os cenários, mas era sempre gente próxima e muito querida. todo mundo na maior felicidade até que acontecia um acidente. todos se machucavam muito e ficavam lá estateladas no chão me implorando ajuda. celular numa hora dessas é conto da carochinha e o carro sempre continuava intacto. e eu dizia ‘alou! mas eu não sei dirigir genti’. e todos repetiam 'vai, é fácil, você consegue, precisamos da sua ajuda, só você pode nos salvar'. eu sentava na direção, ligava o carro e acordava toda vez... agora com meu sono de fretado, também tenho o mesmo sonho quase todos os dias, com alguma variações sobre o tema. mas sempre estou dentro do onibus em movimento, e diversas coisas acontecem ali dentro ou fora dele. as vezes o percurso fica mais longo, porque o motorista decide dar uma passada por buenos aires num hotel bacana, mas quando chegamos lá não há vagas, e a alternativa é dormir no ônibus mesmo. ou então algum passageiro vai dirigir e começa a passar pelos canteiros, atropelar latas de lixo e derrubar árvores... o mais engraçado é quando eu estou sonhando que estou... indo pra são paulo, e fico pensando o tempo todo 'nossa não consigo dormir, não consigo dormir' quando olho pela janela, vejo umas pessoas conhecidas nos carros que estão nos ultrapassando, ou estamos passando pelo jardim da barbie, daí percebo que eu estou dormindo sim e ainda por cima tendo alguns sonhos bizarros... e sempre, sempre com o ônibus em movimento, no melhor estilo sandra bullock em velocidade máxima. só freud mesmo pra explicar!

1 de julho de 2008

a revolução dos bichos


muito engraçada esta notícia aqui, não resisti... será que houve uma revolta da bicharada do circo reivindicando melhores condições de trabalho e moradia, hora extra nos finais de semana e feriados, e a líder girafa comandou uma fuga em bando? ou será que a girafa era terrorista de alguma facção radical e quis sequestrar seus companheiros de circo em forma de protesto contra os caçadores de... girafa? dá pra ir longe com a imaginação fértil... pior foi a chamada de capa do uol 'girafa é considerada culpada pela fuga de animais do circo'... coitadinha dela, a inteção foi boa.