23 de abril de 2008

salve jorge!

jorge sentou praça na cavalaria
e eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
eu estou vestido com as roupas e as armas de jorge
para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem
para que meus inimigos tenham mãos, mas não me toquem
para que meus inimigos tenham olhos e nao me vejam
e nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal
armas de fogo, meu corpo não alcançará
espadas, facas e lanças se quebrem, sem o meu corpo tocar
cordas e correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar
pois eu estou vestido com as roupas e as armas de jorge
jorge é de capadócia, viva jorge! salve jorge!
perseverança, ganhou do sórdido fingimento
disso tudo nasceu o amor
...
hoje é dia de são jorge guerreiro. apesar dessa ser apenas uma letra de música e não a oração verdadeira, me ajudou muito em diversos momentos da vida. a história de jorge da capadócia é de muita fé e é linda. para maiores detalhes leia aqui. e salve jorge!

eu só peço a deus um pouco de malandragem

quando nascemos, chegamos ao mundo, ou somos entregues pela cegonha, ninguém coloca junto com a embalagem, um manual de instruções. chegamos assim despreparados e completamente dependentes de alguem que nos ame muito, mas muito mesmo, pra nos assessorar quase que 24 horas por dia, alimentando, limpando e estimulando e que não ligue nem um pouco pra choros, cheiros e vômitos. começamos a andar, falar e fuçar e ainda dependemos de pessoas que nos amem muito sim mas que diga-se de passagem, também chegaram aqui sem manual e geralmente com 02 ou 03 defeitos de fábrica como todo e qualquer pobre mortal, para nos dizer o que pode ou não pode pegar, puxar, morder ou jogar. passada essa fase de total escravidão e interdependência, passamos a ser criancinhas que já sabem se virar um pouquinho, mas ainda precisam de sims e nãos adultos, explicações intermináveis de como, quando, onde e porquê algo acontece. nessas horas, os adultos podem ser guiados por livros de renomados psicólogos infantis que ajudam bastante, mas nada se compara a existência do tal manual de instrução. a fase adolescente ao meu ver é a mais crítica. nessa é que o manual com instruções de uso, recomedações e o que evitar seria importantíssimo. claro que cada um teria o seu próprio e nenhum seria igual ao outro, mas teríamos lá 02, 03 ou 04 alternativas a seguir e aí entraria nosso livre arbítrio. pior ainda, é quando você cresceu achando que era a cinderela e um belo dia acorda gata borralheira. seu pé não cabe no sapatinho de cristal porque é mais alto e largo, mais parecido com o do fred flintstone. o vestido azul de baile não cabe porque você é mais ‘cheinha’ que as demais (tipo a abóbora que vira carruagem). o cabelo, bem, digamos que não é assim uma cabeleira tão espessa e sedosa, digna de comercial de shampoo. e o príncipe encantado, aquele do cavalo branco, tá mais interessado na menina mais bonita da classe do que em você. daí descobre aos trancos e barrancos que a solução é ser simpática, inteligente e alternativa. então vem a vida adulta e os desafios da mulher moderna de se casar, ser uma profissional respeitada, mãe dedicada, dona de casa zelosa, estar sempre atualizada e fashion, continuar sendo a namoradinha querida, tudo isso com um sorriso no rosto, assoviando e chupando uma manga... e cadê o manual nessas horas? deveras complicado... acho que tudo é culpa daquelas feministas lá atrás, promovendo suas revoluções e queima de soutiens aos baldes. mas elas também vieram sem o tal do manual e vários defeitos de fabrica, talvez até maiores por conta da falta de informação da época, sei lá. com a maturidade a coisa vai ficando um pouco menos complicada. você descobre que no mundo todo só existem 05 ou 06 histórias que se repetem, com personagens e cenários diferentes. as dúvidas vão ficando menores e com isso as angústias também. já não importa tanto tentar ser linda e loira, mas sim interessante e feliz. mas pra chegar até aí vai bastante tempo e tem gente que passa por aqui sem nem descobrir isso. solução? só com manual de instrução.

16 de abril de 2008

cada um tem a primeira-dama que merece

este não é um blog político. não sou alienada, mas também não gosto de discutir política por inúmeras razões, que não vem ao caso. não votei no Lula. O PT não é meu partido. e a dona Marisa é a pior de todas as primeiras-damas que poderíamos ter. sua representatividade como esposa do presidente de um país é tosca, estúpida e chula. nunca ouvi esta mulher falar, não faço idéia de qual seja o tom de sua voz, entonação ou sotaque. nunca a vi agir como primeira-dama e não conheço nenhum projeto ou ação social que seja promovido ou ao menos liderado por ela. se o Lula, é o presidente do povo, como ele mesmo se auto-intitula, nada mais correto que dona Marisa, como sua esposa, fosse também a primeira-dama do povo, articulando projetos de ajuda humanitária a esse bando de gente miserável espalhada por aí. infelizmente, a única coisa que ela consegue promover são festas e churrascadas regadas a muita pinga e cerveja, lá, na granja do torto, que não poderia ter um nome mais sugestivo. também consegue promover o gasto do dinheiro alheio com modelitos cafona, muito botox e roupões de algodão egípcio. suas preocupações só conseguem alcançar a festa junina deste ano, as estrelas vermelhas do canteiro em propriedade oficial, e seu pedido de cidadania italiana. nesta última, diga-se de passagem, ela se superou. pessoalmente só consigo imaginá-la como garota-propaganda das lojas Marisa. ficaria ótemo, grande jogada de marketing, e ainda ouviríamos sua voz, na célebre frase ‘de mulher pra mulher’. mas ontem, lendo a coluna do Zé Simão, com as fotinhos aí de baixo, numa viagem recente à Holanda, achei mesmo é que ela tem cara de doméstica, sem qualquer ofensa a classe. imaginei ela vestindo aqueles uniformes de empregada doméstica de novela, com keds e meia soquete, servindo mesmo de figurante. com aquele negocinho da cabeça ia passar despercebida, o rosto é inexpressivo e não tem fala, entra muda sai calada. ou quem sabe poderia até administrar uma empresa de diaristas, já que de limpeza dos cofres públicos e administração de bens alheios ela entende muito bem.


a mulher-sofá...

... e o sofá, propriamente dito.

15 de abril de 2008

o diabo veste prada

das coisas mais difíceis de se fazer nessa vida, acredito que a pior seja conviver com um ser ou indivíduo que, na sua opinião, não combina em nada com você, em nenhum aspecto de sua personalidade. sempre trabalhei com pessoas. lido diariamente com gente de todos os níveis sociais, colegas de trabalho, prestadores de serviço, homens, mulheres, crianças, gente educada, gente mal-educada, pessoas simpáticas, outras nem tanto, gente com problemas, gente bem resolvida, com rei na barriga ou não. mas devo confessar que não estou conseguindo digerir uma certa pessoa em minha vida. Tenho tentado e muito, mas está difícil. não vou ficar aqui detalhando situações e nem apontando defeitos, porque não acho justo e ela nem tem culpa, afinal de contas acho que nem sabe que é tão chata assim. o fato é que ando me esforçando muito pra achar uma qualidade, só uma, a dias, e não estou conseguindo. meus recursos tem sido o jogo do contente (aquele do livro da Polyanna), ou aquele mantra do AA ‘só por hoje’, mas já to quase desistindo. alguém aí conhece alguma coisa? aceito sugestões.

11 de abril de 2008

it was a good friday...

I once fell in love with you
Just because the sky turned from gray
Into blue
It was a good friday
The streets were open and empty
No more passion play
On St. Nicholas avenue
I believe in St. Nicholas
Its a different type of Santa Klaus
...
o clipe aí de baixo não é oficial, foi feito por um fã. vale pela música tão doce e pela letra delicada. das irmãs CocoRosie. sempre que escuto, tenho a impressão de estar num conto de fadas. me apaixonei pelo Marido em uma sexta-feira. não era santa mas foi bela!

ótima sexta-feira...


a todos!

7 de abril de 2008

samba torto

a cidade de santos tem espalhada por quase toda a extensão de sua orla, cerca de cem prédios tortos. a paisagem vista de longe é 'pitoresca' e já virou até cartão postal e chamariz turístico da cidade. muito se comenta desses prédios, mas o fato é que não conhecia ninguém que morasse em um e nunca tive a oportunidade de estar em um. até domingo. estamos procurando abrigo fixo, achamos um anúncio no jornal e pronto, melhor oportunidade não haveria. e de lambuja, se aprovado, teríamos vista pro mar... ledo engano... a corretora disse ainda no elevador que o máximo que poderíamos ter era uma sensação de queda de pressão, ou uma tonturazinha no início, mas nada mais... de cara na saída do elevador senti meu eixo entortar... meu nariz começou a formigar e arder, com se tivesse entrado água ou coisa parecida. A porta de entrada não parava aberta, tentei deixar porque o apto estava sem luz e com ela aberta teríamos mais claridade, mas foi em vão... abria, encostava na parede e ela fechava... fomos percorrendo todos os cômodos, a cozinha, dependências de empregada, lavanderia e quartos, tudo de muuuito bom tamanho... quando chegamos a sala, fiquei pasma... juro que dava pra jogar futebol ali na boua... sala de três ambientes. a porta pra sacada tava emperrada, o Marido ficou fazendo uma força danada pra abrir, até que conseguiu... a visão dali, daquela sacada enorme em L era coisa inexplicável... aquele marzão, os jardins da orla, só vendo, não consigo colocar em palavras... mas percebi que se a gente ficava muito tempo parado conversando, quando ia pra algum lugar, já saía torto sabe? não saía em linha reta, fazia uma barriga até chegar no ponto final do percurso... a corretora explicou que isso depois passa, que ela mesma mora no prédio a quatro anos. disse que todos os anos é feito um laudo pra saber se o prédio entortou mais ou não, que esse em particular estava estável a bastante tempo. que nos aptos de fundo a inclinação era mais perceptível e que isso não era agravante nenhum... até sugeriu o mr. google como fonte de pesquisa, 'vai lá e digita: prédios tortos em santos' e foi o que fizemos... confesso que passou sim pela nossa cabeça nem ligar pro problema e ter nossa quadra de esportes particular ali naquela sala com vista pra praia, confesso que ficamos tentados a ter aquela sacada onde caberiam todas as minhas plantas, bicicleta, mesinha, cadeiras de varanda, rede ou o que mais desse pra entuxar lá... chegando em casa, primeira coisa? mr. google. melhor nem comentar... o vídeo explica tudo. (Oficinas Querô)

4 de abril de 2008

santa tietagem batman!


e pra fechar com chave de ouro essa semana 'mega star' por aqui... eu espero meu ônibus, todos os bat dias, no mesmo bat local, no mesmo bat horário. e dia sim dia não, cruzo com o arrigo barnabé. tudo bem que ele não é assim uma ‘celebridade’ atual, mas fez sucesso na década de 80, e gravou uma música com a até então bem famosa tetê spindola, que eu gostava, e me fez admirar o cara na época. nunca mais ouvi outra música dele e também não acompanhei sua carreira. as vezes penso em cumprimentar, trocar algumas palavras com ele mas daí desisto. fico imaginando um diálogo e acho muito constrangedor:

...
eu: oi, você é o arrigo, não é?
ele: sim sou eu.
eu: nossa eu adorava aquela sua música, ‘pô, amar é importante’, marcou muito uma época muito boa da minha vida.
ele: ah, que legal! na década de 80 né?
eu: isso...
ele: então, teve aquela outra, a ‘xyez’ você conhece?
eu: não, nunca ouvi...
ele: ah, acabei de lançar um novo cd o ‘123e4’ você já ouviu?
eu: não, não ouvi...
ele: ah, que pena...
eu: então preciso ir... valeu hein, você é demais!!
ele: ah tah brigada!

...
horrível né? acho bem melhor não passar por isso... não peço autógrafo, não cumprimento, finjo que nem conheço. mas, como a vida é feita de situações contraditórias, estou eu novamente no meu bat ponto, etc. e etc., e eis que vejo não o arrigo, mas o nando ruivo reis, ele mesmo em carne, osso e cabeleira passando bem na minha frente... mas como eu disse, não sou lá dessas coisas de tietagem, mas gosto do nando pra caramba, então fiquei simplesmente paralizada por digamos, algumas frações de segundo, que pareceram eternas, bem ao estilo camera lenta e música de fundo 'quando, não tiver mais nada... plim, plim... hare krishna, hare krishna'... e ele foi passando, se afastando... foi quando comecei a chamar bem baixinho 'nando, nando' porque minha voz não saia, engasguei, sei lá. num esforço sobre-humano levantei o braço pra tentar dar um simples 'oi', mas a mão não chacoalhou... quando me dei conta ele já tinha passado e eu fiquei ali com aquela mão levantada, numa pose patética, repetindo baixinho 'nando, nando'... bem pior que o papo com o arrigo, né?

jake gyllenhall, danuza leão e meu despertador

'Sonhos eróticos – não há como se defender deles. Ou vai dizer que isso nunca te aconteceu? Negue se for capaz. Muitas vezes eles são simples. Apenas aquele homem por quem daria a vida, a alma e sobretudo o corpo se ele pedisse. Só que, como ele nunca pediu, o remédio é sonhar e pronto. Mas alguns sonhos são verdadeiros enigmas. Por que logo aquele homem, em quem nunca havia pensado – não daquela maneira? (Aproveite e pense agora, acordada, se tiver coragem.) Ele é feio, a cabeça não tem nada a ver com a sua e, a sangue-frio – o que não foi o caso durante o sonho, quando o sangue estava fervendo –, jamais você permitiria que ele encostasse o dedo em você. Pior: que ele ao menos te olhasse com desejo – afinal, isso eles só fazem quando a gente deixa. Ele é o contrário do seu sonho de consumo, mas só de lembrar dá um frio na espinha. Ah, como seria bom sonhar de novo tudo aquilo. Mas só sonhar, porque na vida real mesmo – e a coragem? É claro que ele ia querer. Só que nunca lhe ocorreu que algum dia pudesse haver alguma coisa entre vocês dois. Ah, se ele soubesse...Ah, se você tivesse coragem de contar... Mas, de certas coisas, não se pode falar, a não ser bem baixinho, debaixo do lençol, com as pernas enroscadas nas dele. É só ter a ousadia de contar, sem omitir nenhum detalhe. E ele vai adorar ouvir; quem não gostaria? Afinal, você é ou não é uma mulher livre, dona do seu nariz? O que é que a impede de passar a mão no telefone e contar o que aconteceu, contar o desejo que teve em sua forma mais pura, sem passar nem pelo consciente nem pelo inconsciente, nem pela censura nem pela moral vigente? Um desejo tão forte que só foi possível acontecer quando você se distraiu, com as defesas desguarnecidas pelo sono, para que ele explodisse de forma tão violenta? Mas mulher não revela essas coisas, e homem também não – que pena, aliás. Quantas vezes você não encontrou alguém que te disse: “Eu fui completamente apaixonado por você há 20 anos”? E por que não disse na hora? Não que você fosse cair nos braços dele, mas quem sabe? Só que 20 anos depois não resolve. E as ocasiões em que você quis desesperadamente aquele outro homem e ele nunca soube, e você não teve coragem de dizer nem 20 anos depois? Aliás, é melhor não dizer mesmo. Para quê? Mas voltando ao sonho: a qualquer hora você vai cruzar com esse homem, conversar ao telefone, encontrar no restaurante. E aí, como é que fica? Como é que se fala com alguém com quem se teve uma intimidade tão perturbadora – até porque tão inesperada? “Oi, tudo bem?” E as sensações que você nunca mais vai esquecer? E aquele desejo violento do qual ninguém no mundo jamais vai desconfiar e que você não vai esquecer? Ele nunca vai imaginar, provavelmente. Mas quem sabe você toma coragem e conta? Não em 20 dias, muito menos em 20 anos. Que tal daqui a 20 minutos? Não, ele não vai saber nunca. Mas deveria ser considerado crime hediondo esse de sonhar e não contar – em nome sabe-se lá de quê.' (Certos Sonhos - coluna da Danuza Leão aqui)
....

li esse texto da danuza ontem, despretenciosamente, e pimba, tive um sonho com o tudibom ai do lado... ah danuza, sua danada... a cabeça da gente é territorio inexplorado mesmo... eu li essa crônica, como li outras 03 ou 04 dela e outras tantas da fernanda young também, tudo no arquivo da revista... podia ter sonhado com um jantar pra amigos, com as festas de final de ano ou com um reencontro de amigas do passado, mas não... dei uma baita beijo no moço, só que o despertador me acordou faltando dois minutos pro segundo tempo... ainda bem, escapei da traição, escapei de ter que contar pra ele... vai que gruda, vira chiclete, fica ligando... melhor assim cada um no seu canto e eu sigo minha vida do meu jeito e com o dono da pensão do lado! cuidado hein, eu de você nem lia esse post... ops...

até que enfim é sexta-feira!

quando uma imagem vale mais do que mil palavras... hoje eu tô assim.

2 de abril de 2008

sem amor, só a loucura

'sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor. pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo. meu deus como você me doía vezenquando... eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça. então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você, sem dizer nada só olhando olhando e pensando meu deus, ah meu deus como você me dói vezenquando.'
...
muito engraçada essa vida... na época da faculdade minha turma teve que fazer um trabalho, quase uma monografia (com direito a apresentação, perguntas e tudo), levantando vida e obra de alguns autores brasileiros mais modernosos. a turma foi dividida em grupos e os autores sorteados. infelizmente fiquei com o caetano veloso, aquela coisinha xoxa que já foi legal um dia (ou não)... mas vi a apresentação dos outros grupos sobre arnaldo antunes, bruna lombardi, caio fernando abreu e um outro que não me lembro de jeito nenhum. não gostei dele, o caio. gostei dela, a bruna. não imaginava que uma linda e loira com o histórico dela pudesse escrever coisas tão lindas. faz uns meses que, em minhas blogvisitas diárias, topo com ele, o caio vez por outra. começou a acontecer com mais frequencia, até que me rendi ao google. achei esse site aqui e li uma carta dele, o caio, pra ela, a bruna, sobre um livro que ela escreveu. agora gosto dos dois.

são as águas de março fechando o verão

o mês de março acabou. e nunca a música de tom jobim foi tão verdadeira. está chovendo muito. em casa o mofo começa a aparecer nas roupas do armário e nas pessoas do sofá em frente a tv. e no dia da mentira, apenas verdades apareceram em nosso caminho... mudanças chegando, pequenos milagres acontecendo aqui e ali... que as chuvas sirvam pra nos lavar a alma. amém.

1 de abril de 2008

tú me acostumbraste

ando tão acostumada a trabalhar em frente ao computador, cercada por 03 paredes e uma janela, que hoje, uma simples ida ao banco fora do horário, foi suficiente pra me fazer ter momentos de puro deleite e contentamento... acho que estou precisando rever os meus conceitos...