28 de março de 2008

eu não sei o que meu corpo abriga

ando azeda, ácida e áspera... estou destemperada, desconcertada, desordenada... me excedi, me exaltei e me exauri... me perdoe.

24 de março de 2008

meu onibus matou um cara

hoje eu vinha aqui pra falar de outras coisas... vinha pra contar detalhes do feriadão de páscoa, que foi especial sem ter sido... vinha pra dizer que a segundona braba ia ser mais leve porque marido e filho acordaram às 5 da matina só pra tomar café da manhã comigo... e mais algumas outras coisas boas e bobas... mas no meio do caminho havia uma pedra. meu ônibus atropelou e matou um cara, um motoqueiro, desses de capacete que se parecem com a formiguinha atômica e que a gente vê aos punhados, todos os dias na rua... desse eu não vi rosto, não sei o nome nem idade, não sei se era marido, se era pai, ou se ainda era filho... nem quis saber... mas a minha segunda voltou a ficar pesada, de uma maneira diferente... 'e se fosse eu?' um grande clichê eu sei, mas impossível não cair no lugar comum com a morte passando assim tão perto, do seu lado, ali do lado de fora, atrás da porta, virando a esquina, atravessando a rua... impossível não questionar um monte de coisas e fazer o filminho da nossa vida rodar... talvez hoje, e somente hoje, eu fosse em paz... amanhã eu já não sei. porque como eu disse no começo, hoje eu vinha aqui pra falar de outras coisas... vinha pra contar detalhes de coisas boas e bobas, tão valorosas e ainda assim tão difíceis de mensurar... vinha pra dizer como tudo na minha vida é muito especial sem ter o compromisso de ser... e vinha pra dizer que meu final de semana prolongado teve um punhado dessas coisas pequenas que realmente fazem tudo valer a pena! (ilustração daqui).

19 de março de 2008

eu acho que vi um gatinho...

estamos na maior campanha lá em casa, eu e o Filho... queremos um gatinho lindo e fofo pra chamar de ‘nosso’... tá eu sei, depois do Baco eu disse que nunca mais queria animalzinho nenhum, porque a gente se apega e começa a amar e eles se tornam parte da família e etc., etc. e etc., eu sempre digo isso... com a Lua, o Orfeu e o Biruta foi a mesmíssima coisa... o fato é que eu não agüento. o Marido disse que vai pensar, pelo menos vai pensar, né? já é um bom começo. e quem resiste a isso:


ou a isso:
e isso?

... eu não consigo... quero amar, abraçar e apertar uma bolinha peluda... felícia total... já tenho até lista de nomes. se for menina pode ser Lola, Nina e se for menino Chico, pra combinar com o carro, o Bento...hahaha (Fotos Daqui)

17 de março de 2008

em homenagem a total falta de assunto

“Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.”
...
recebi esta redação por email e a autoria foi atribuida à uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco/Recife, vencedora um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa, não sei se é verdade, mas é genial!

14 de março de 2008

palavra cantada

quando eu verbalizo alguma coisa é PHoda... assim com ph e maiúscula mesmo... quando o pensamento vira palavra e ouço o som da minha voz dizendo o que até então tava só na cabeça, daí já elvis... odeio quando isso acontece, mas passa... sempre passa... acho que é tpm.

toma que o filho é teu

sabe quando uma coisa tem de ser sua? e vc sabe disso desde o começo? então, tem esse brechó que fica no meu caminho pro almoço... passo por ele todos os dias, não tem jeito... um dia resolvi entrar, porque a-do-ro um brechó... tenho aquela sensação de que sempre vai haver alguma coisa legal ali só esperando pra ser descoberta no meio daquele monte de bugiganga e quinquilharia... pois então, o pior é que eu sempre acho... achei um vaso de vidro, e uma escultura de madeira do buda que obviamente me encantaram, como sempre nos encantamos e nos apaixonamos por tudo aquilo que queremos. arranjei lugar em casa, achei a floricultura mais próxima pra abastecer 'meu' vaso de flores toda semana...


o buda também já tinha moradia certa... ali perto das flores, e da indiazinha chilena presente da amiga querida. tava tudo arranjado... mas... faltava o principal... money money money... 'usado' nesse brecho não quer dizer necessariamente 'bem barato'... o fato é que passei quase dois meses paquerando os dois... todo dia, no meu caminho pro almoço lá ia eu passar na frente do brecho fazendo figa... via os copos de leite de plástico que estavam decorando o vaso de longe... e concluia, ufa... ele ainda estava lá... e conversava com a vendedora pra 'sentir o mercado' e ver qual era a 'demanda' das minhas peças... continuo vendo as duas peças todo dia, só que agora elas estão lá em casa, no lugar e do jeitinho que eu imaginava... no dia que eu fui comprar nem a vendedora acreditou, me disse 'ah, cê vai levá? meessmooo?' eu hein!?!?!... humpf!

13 de março de 2008

em tempo: 08 de março, uma data, muitas histórias

sei que tô atrasada, mas é que acho a maior furada esse negócio de comemoração do dia internacional das mulheres, assim como também acho a maior babaquice o dia dos pais, das mães e qualquer outra comemoração tipo, 'vendemos a felicidade e embrulhamos pra presente'... também não concordo com essa mulherada que, tentando entrar num mercado de trabalho dito 'masculino', perdeu a mão na busca da igualdade e agora aborda o sexo oposto de maneira tão ou mais machista que os próprios homens... mas enfim, também não podia deixar a data passar em branco... sei que o 08 de março tem algum fundo histórico, mas pesquisando o real motivo dessa comemoração, encontrei algumas datas, alguns lugares e diversas histórias pra explicar essa origem. são fatos ocorridos nos estados unidos (nova iorque e chicago), alemanha e rússia, e que mesclam greves, revoluções, reivindicações e conquistas, quase todas interligadas . as datas variam de 3 de maio (comemorado em chicago-1908), a 28 de fevereiro (em nova iorque-1909) ou 19 de março (celebrado na alemãnha e suécia-1911). a referência histórica mais divulgada, fica por conta da II conferência internacional das mulheres socialistas, em copenhague (dinamarca-1910), que tentou, na época, fazer com que o mundo seguisse o exemplo das mulheres socialistas americanas, lutando com um feminismo heróico pela igualdade dos sexos, propondo a instauração de um dia internacional das mulheres oficialmente. mas não existe nenhuma alusão específica ao 08 de março na resolução de copenhague. o exemplo americano, ganhou força com o massacre da fábrica têxtil, em nova iorque, ocorrido em de 8 de março de 1857, onde 129 mulheres foram trancadas e carbonizadas porque organizaram uma greve por melhores condições de trabalho e redução da jornada de doze horas. existem ainda os que relacionam a comemoração à participação ativa de operárias russas, em uma greve geral, que culminou com o início da revolução russa de 1917, quando em 8 de março elas saíram às ruas para reivindicar o fim da fome, da guerra e do czarismo. tudo muito válido, reconheço, mas nem a história consegue dar à tal data comercial um fundo convincente...

wordless...

porque tem dias que nem as palavras consolam...

10 de março de 2008

meu menino

vivia a te esperar antes mesmo de você nascer. te imaginava preenchendo os vazios da casa, escutava tua risada e vigiava teu sono. você chegou feito um presente, de surpresa, embrulhado em papel de presente colorido, e me deixou sem defesas. tua pureza é comovente, teu sentimento é autêntico, tua vontade é imperativa e teu olhar é terno. que a vida te seja mansa e amena, e se por acaso houverem tristezas, que sejam ainda no meu tempo, pra que eu possa te retribuir com o conforto do meu abraço! feliz aniversário atrasado, mas só aqui!

as vitrines

adoraria que alguém, algum dia, em qualquer momento da minha vida, tivesse me dito: '...passas em exposição, passas sem ver teu vigia, catando a poesia, que entornas no chão...' e olha que nem precisava ser o chico... sorte da mulher pra quem ele escreveu esse verso lindo! um dos meus preferidos...

4 de março de 2008

benedixt

domingo passado fomos a pinacoteca benedicto calixto... lindo... a minha cara... morava lá na boua... o casarão, um dos últimos da época luxuosa dos palacetes a beira da praia, pertenceu a um barão do café e foi construído em 1900 por um alemão, reformado e ampliado em 1921, com rico acabamento em estilo art nouveau e restaurado em 1992. hoje abriga as obras do pintor Benedicto Calixto.

um pouco sobre o Dito:

Benedicto Calixto de Jesus nasceu em 14 de outubro de 1853 em Itanhahém. Sua primeira exposição aconteceu em São Paulo em 1881 quando mudou-se para Santos, encarregado de decorar o teto do Theatro Guarany. Com esse trabalho chamou a atenção do Visconde de Vergueiro, que decidiu financiar seus estudos na Academia Julien, Paris em 1883, Lá, estudou com grandes mestres da pintura até 1885, quando retorna ao Brasil, trazendo consigo equipamentos completos de fotografia, arte que estava surgindo na época. Em 1897 estabelece sua residência e seu ateliê em São Vicente e a partir daí dedicou-se exclusivamente a sua arte e às atividades de professor de desenho e pintura. Gostava do estudo e da pesquisa histórica, e suas obras tem valor documental, baseadas em registros fotográficos e pesquisas do passado e sua obra artística pode ser dividida em 3 fases: a primeira, dedicada às paisagens do litoral paulista e temas marinhos lhe valeu o apelido de "pintor caiçara"; a segunda foi dedicada aos temas históricos, uma de suas grandes paixões e a terceira, dedicada aos temas sacros, também muito importante e de grande sucesso em sua carreira. Era Ortodoxo e estendeu sua crença incorruptível à sua arte. Foi também historiador, e acreditava que Martim Afonso, e não os jesuítas, fundou a Vila de São Paulo no mesmo ano em que fundou São Vicente, 1532.Teve diversos trabalhos literários que traziam mapas feitos por ele e deixou centenas de quadros e painéis espalhados pelo Brasil, principalmente em Santos, cidade que o fascinava e que retratou efusivamente. Faleceu em 31 de maio de 1927 e foi sepultado em Santos, em jazigo perpétuo oferecido pela municipalidade. (Fonte: Viva Santos)

demais né? confesso que meu conhecimento sobre ele era extremamente chulo, apenas algumas idas a praça de mesmo nome na vila madalena, em são paulo pra fazer comprinhas e visitar a descolada benedixt. e só!


all you need is luck

em janeiro desse ano, uma amiga foi fazer um cruzeiro de navio com saída aqui do porto e me pediu pra guardar o carro na garagem do prédio. como o bento, nosso carrinho, ta longe longe aguardando reparos, não pensei duas vezes pra dizer sim. o sábado chegou, minha amiga também e quase toda minha família estava em casa por causa das férias de verão... maior festa, aquela farofada toda, aquela papagaiada toda, muita gente junta da nisso... todo mundo foi levá-la no porto, despedidas, pausa pra fotinhos, tudo como manda o figurino... lá se foi a amiga pro cruzeiro de uma semana!!! demos umas voltas com o carro no sábado. no domingo fomos almoçar no meu irmão, tudo previamente liberado pela dona e proprietária do automóvel, minha amiga. e minha santa mãe, como a de qualquer outro pobre mortal, tem uma boca santa pra falar as coisas... bradava repetidas vezes ‘gente, vcs são doidos de ficá pra cima e pra baixo com esse carro... gente, deixa esse carro na garagem que é melhor’... pra evitar azar e mal agouro, porque praga de mãe sempre pega, resolvemos deixar o carro da amiga na garagem... e eis que no meio da semana, depois de longos e intermináveis dias de chuva, o interfone toca, meu marido desce pra falar com o porteiro e sobe com a notícia: um beiral de uma janela do 8º andar despencou lá de cima, bem em cima do teto do carro da minha amiga, é mole? pode uma coisa dessas? resumão, no sábado quando ela liga temos de ir buscá-la no porto mas não pudemos tirar o carro da garagem por conta da perícia do seguro, tento persuadí-la a vir de táxi, seria mais rápido e tal, mas o embromation não deu certo e ela descobriu, como descobriria mais tarde mesmo, de qualquer jeito... fiquei muito, mas muito mal... pois antes tivesse tirado o carro da garagem e rodado bastante com ele, antes não tivesse seguido os conselhos de minha mãe, que pela primeira vez na vida estava errada... até hoje essa amiga me esconde o desfecho da história, mas pelo andar da carruagem, o seguro do prédio não cobria carro de terceiros...

friends!

um amigo querido dos tempos da usina me ligou na semana passada... foi muito bom falar com ele... lembramos dos almoços e das conversas que a gente tinha e que fazem muita falta... nossa, parecia que eu tava lá de novo, passando pela rua cheia de árvores no caminho pro refeitório...
...
outro amigo da usina me achou de algum jeito e me mandou um email ontem...
...
minha amiga querida tb da usina, vem passar a páscoa em casa e tô bastante ansiosa...
...
adoro ter amigos assim que são amigos sempre não importa onde...
mas são as únicas coisas que me fazem lembrar desse tempo com saudade, os amigos que fiz lá. e ponto.

2 de março de 2008

instituto de beleza vênus


no sábado fui pela vez ao salão de cabeleireiros embaixo do prédio... nunca tinha visto lá dentro pq as moças que trabalham lá colocam uma biombo bem na frente, portanto levei um susto qdo adentrei o recinto: tudo verde, não um tom de verde fechado como o militar, mas um verde assim aberto, tipo folha de planta novinha, quase florescente... verde em tudo nas paredes, nas cadeiras e nos sofás... a agenda de marcar horário era Pink de pelúcia, mas os suportes de celular eram sapatinhos de cristal, tipo cinderela e adivinhem? Verdes...sei lá que raio de verde é aquele, mas eu sei que dói a vista... no começo éramos apenas eu e a manicure... conversamos e em pouco tempo fiquei sabendo que ela tinha 02 filhos, mas um morava com a mãe dela e um tio, não ouvi a palavra marido em nenhum momento e acredito que cada filho tinha um pai particular... fui a primeira a saber da história da outra manicure que não sabia se viria pois estava presa na própria casa porque tinha perdido a chave e o filho tinha esquecido a chave na casa da avó e a avó não estava em casa... mas antes ela já havia ligado avisando que estava com um certo desarranjo e chegaria atrasada, e no meio da semana teve labirintite... (?????) a história dela era repetida a cada um que ligava ou chegava ali... muito conhecida a moça e doente também... a próxima a chegar foi a cabeleireira, intitulada ‘elba ramalho santista’ bem parecida mesmo e todas a invejavam porque era magrinha, magrinha... uma outra cabeleireira tb chegou, um pouco mais robusta, mas elegante... fez questão de mostrar a todas uma pulseira de cristais, dos mais comuns que existem... bradava insistente e repetidas vezes que eram ‘isvaróvisqui’... pelo tamanho da pulseira, se fossem realmente originais ela estaria carregando ali, no mínimo uns 10 mil reais... achei bem difícil... daí chega uma cliente da moça que estava presa que decidiu ficar ali até ela chegar, pra obviamente, bater papo e matar o tempo... também bem magrinha de cabelos curtos e muito invejada pelas outras tb... mais tarde chega a dona do salão, toda empolgada com o encontro que teve na noite anterior, um coroa de 60 anos que conheceu no carnaval usando canga e maquiagem, que ela jurava ser homossexual... ela queria colocar um cd com 300 fotos deles mas as outras a convenceram a não fazê-lo (acho que ela mostra a todas as clientes e as funcionárias não agüentam mais)... ahh e todas vinham pra mim e diziam ‘essa é a do marido’ ‘ah, seu marido que veio marcar horário pra vc, né????’ e havia um certo ar de espanto e surpresa nisso, não entendi (??????). havia uma outra senhora ali, mas era muda e calada, como eu só escutando aquela papagaiada toda... no final trocamos algumas palavras sobre procura de imóveis, um assunto comum a ela tb, mais foi só. as outras, falavam muito e o tempo todo... mas a moça que fez minhas unhas foi muito boa... apesar de tanta conversa fez o trabalho muito bem e não me arrancou nenhum bife, isso é raro com minha cutícula fina... ah! e a moça que tava presa em casa chegou quando eu estava acabando as sobrancelhas, toda esbaforida... realmente achei ela com uma cara meio abatida... seria melhor ela se cuidar... nessas horas me lembro porque não gosto de ir a salões de beleza ou ambientes fechados com muita calcinha... todas falam juntas, cada uma delas tem uma história pra contar, os papos que rolam são sempre os mesmos, e a comparação é inevitável... vence sempre a que tem a pior ou a melhor história, depende do assunto... que medo!